PMs e manifestantes usam câmeras para flagrar possíveis abusos durante protestos

Por iG Rio de Janeiro - Élcio Braga | - Atualizada às

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Recurso foi utilizado por ambos os lados em manifestação na chegada do papa Francisco ao Brasil por conta da JMJ

Policiais Militares e manifestantes se enfrentaram de uma forma diferente na noite desta segunda-feira (22), no Rio de Janeiro, após protesto durante a chegada do papa Francisco ao Brasil por conta da Jornada Mundial da Juventude. Um grupo filmava o outro como forma de defesa.

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Um desses "confrontos" inusitados ocorreu na saída da estação do Catete, onde um rapaz, identificado como Diogo Moreira, havia sido agredido por três desconhecidos. Os jovens que haviam participado da manifestação mais cedo acusaram PMs à paisana da agressão.

Assista:

Cerca de 50 jovens haviam deixado a 9º DP (Catete), onde aguardavam a libertação de amigos presos na manifestação, para socorrer o jovem ferido. Revoltados, cercaram três PMs que estavam próximo ao local da agressão, na rua do Catete. Uma ambulância dos bombeiros levou a vítima para o Hospital Souza Aguiar.

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O estagiário de direito Adolfo Tavares, do Grupo Habeas Corpus Rio, que presta assessoria jurídica aos manifestantes, disse que, de acordo com versão de alguns manifestantes, os policiais teriam se omitido de socorrer a vítima, o que comprovaria que os agressores seriam os próprios policiais. “A informação é que três homens desceram de um carro cinza e passaram agredir as pessoas na rua e os policiais nada fizeram para impedir”, disse Tavares.

Mesmo acuados, os policiais passaram a filmar os jovens que também os filmavam bem de perto. Em poucos minutos, mais PMs chegaram ao local em patrulhas e motocicletas. Uma ativista chegou a receber voz de prisão, mas acabou escapando. Gritando contra os policiais, o grupo de manifestantes retornou para a porta da delegacia.

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