Papa não é 'intocável' e não deve haver 'psicose' com segurança, diz dom Odilo

Por Reuters |

compartilhe

Tamanho do texto

Na chegada ao Rio, multidão cercou o carro que levava o líder, o deixando exposto e os seguranças em desespero

Reuters

Gustavo Oliveira/Futura Press
"Somos de paz", disse Dom Odilo em entrevista coletiva no Rio de Janeiro

Apesar da chegada tumultuada do papa Francisco ao Rio de Janeiro para a Jornada Mundial da Juventude na segunda-feira (22), o cardeal arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, afirmou nesta terça-feira (23) que o pontífice não é um ser "intocável" e não pode haver uma psicose com a segurança do líder da Igreja Católica.

No 2º dia, Francisco reza missa, toma sorvete e come pão de queijo

"O papa quer estar perto do povo e ser tocado. Não aconteceu nada na segunda-feira", disse dom Odilo a jornalistas, ao comentar o assédio de fiéis que cercaram o carro que transportava o papa do aeroporto à Catedral Metropolitana, pouco depois de chegar ao Rio.

Saiba tudo sobre a Jornada Mundial da Juventude

"Não se deve exagerar na psicose da segurança, como se o papa fosse um elemento intocável e quem o recebe fossem elementos perigosos. Somos de paz", acrescentou.

Entenda

Francisco desembarcou na Base Aérea do Galeão pouco antes das 16h e, após ser recebido pela presidente Dilma Rousseff e outras autoridades políticas e religiosas, seguiu em comitiva para a Catedral do Rio, na região central da cidade.

Durante o trajeto, uma multidão cercou diversas vezes o carro que o levava para cumprimentá-lo e vê-lo de perto, deixando o pontífice exposto e os seguranças em desespero. A comitiva do papa chegou a ficar presa entre diversos ônibus e uma multidão.

Leia também: Manifestantes prometem mais protestos durante a JMJ

O incidente acabou gerando polêmica. No centro do Rio, o comboio com o veículo do papa mudou o trajeto em cima da hora e houve uma alteração que deixou o pontífice no meio de um engarrafamento.

O papa não teve agenda pública nesta terça, mas pelo Twitter expressou gratidão pela "magnífica" recepção de milhares de fiéis e autoridades brasileiras em sua chegada ao Brasil, na primeira viagem internacional desde que assumiu o pontificado. Na quarta-feira (24), o pontífice vai à Basílica de Nossa Senhora de Aparecida, em São Paulo, e depois volta ao Rio, onde permanece até domingo (28).

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas