Manifestantes prometem mais protestos durante a Jornada Mundial da Juventude

Por iG Rio de Janeiro - Élcio Braga | - Atualizada às

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Ato feito na cerimônia de chegada do papa Francisco terminou com a prisão de oito pessoas, segundo a OAB

A cada manifestante liberado na 9ª DP (Catete), uma multidão de jovens gritava palavras de ordem contra o governador Sergio Cabral e prometia intensificar os protestos. “Amanhã vai ser maior”, gritavam em coro. É que a manifestação feita na noite desta segunda-feira (22) em frente ao Palácio Guanabara, durante a cerimônia de chegada do papa Francisco no Brasil, terminou com a prisão de oito pessoas, de acordo com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

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Todos foram levados para a 9ª DP e até a manhã desta terça (23) apenas uma delas continua detida. Leandro de Souza Silva, acusado de formação de quadrilha, acabou liberado após o pagamento de R$ 1 mil de fiança. Filipe Garcia Pessanha e Filipe Gonçalves de Assis foram autuados por incitação à violência. Já Andre Azevedo Silva foi autuado por exposição ao perigo e Thiago Rodrigues Brandão por desacato e resistência. Um menor foi por dano qualificado, mas também acabou liberado. Além deles, dois membros do grupo Mídia Ninja (Narrativas Independentes, Jornalismo e Ação), que faz a cobertura ao vivo das manifestações, foram presos.

Houve também o caso do servidor Roberto Mello Cassiano, acusado de desacato. Ele, porém, negou que estivesse na manifestação. “Apenas mostrei minha camisa e disse que Nossa Senhora não concordava com a forma de agir da polícia”, ponderou ele, que acusou um policial de tê-lo agredido.

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Quem também acusou a PM de agressão foi Rafael Caruso, funcionário da UniRio. Entre os manifestantes corria a informação de que Caruso teria sido atingido por um tiro de verdade na perna esquerda e que a polícia alegara que ele se ferira com um vergalhão. Mas, após exame de corpo de delito, comprovou-se que havia sido bala de borracha, disparada de curta distância.

Irritado, Rafael criticou alguns órgãos da imprensa e disse que só daria entrevista para quem se identificasse. Em um momento mais tenso, em frente à delegacia, outros manifestantes voltaram a criticar os meios de comunicação. Um cinegrafista da Rede TV foi pressionado a deixar o local.

*Com informações do jornal O Dia

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