Linhas 1 e 2 do metrô tiveram problemas, das 16h30 até por volta das 18h30, por falta de energia

Falta de energia em estação de metrô causa problema a fiéis que participam da Jornada Mundial da Juventude
Futura Press
Falta de energia em estação de metrô causa problema a fiéis que participam da Jornada Mundial da Juventude

Um problema na subestação de energia do metrô no Rio de Janeiro parou na tarde de hoje (23), das 16h30 às 18h30, a operação de trens entre as estações Cinelândia e Saenz Peña, na Linha 1, e Cinelândia e Pavuna, na Linha 2. Segundo a concessionária Metrô Rio, as composições apenas circularam, nos dois sentidos, entre as estações Glória e Siqueira Campos, na zona sul da cidade.

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Ainda de acordo com a concessionária, a pane na subestação que alimenta o sistema não foi causada pela Light, distribuidora da energia.

Peregrinos que tentam seguir para a praia de Copacabana, onde ocorre a abertura oficial da Jornada Mundial da Juventude , ainda enfrentavam tumulto em estações por volta das 19h. Na do bairro de Inhaúma, fiéis se aglomeraram, houve um princípio de tumulto já que as pessoas não sabiam o que fazer. Cerca de 50 argentinos ficaram "presos" dentro do vagão de um trem que parou no momento da queda de energia. O trem seguia para a zona sul do Rio e parou na estação de Inhaúma. Por não conhecerem a região, os argentinos ficaram receosos de descer, mesmo chamados por peregrinos brasileiros. Eles ficaram pelo menos 40 minutos dentro do trem parado.

Não há ônibus nos arredores da estação que levem para a zona sul do Rio e os que vão para o Centro da cidade são escassos. O mesmo problema está sendo enfrentado nas estações Maria da Graça e Del Castilho, também na zona norte. 

Abertura oficial da Jornada

Cantores católicos se apresentam no palco da Praia de Copacabana. Antes de começar os shows, os apresentadores rezaram o Pai Nosso, em português, convocando os peregrinos a acompanhar a oração, cada qual em seu idioma. Em seguida, foi exibido nos telões o clip da JMJ, destacando os pontos turísticos da cidade, como o Corcovado e a Escadaria Selarón, na Lapa.

Carlos Rodrigues e a mulher Ivanete são de Belo Horizonte e levaram os dois filhos, de 11 e 7 anos, para acompanhar a JMJ. A família está aproveitando o evento para conhecer o Rio e já visitou muitas igrejas, principalmente no centro da cidade. Na avaliação de Ivanete, o tempo chuvoso hoje no Rio não tirou o ânimo da família.

“Esta chuva não está atrapalhando em nada, para nós está sendo uma chuva de benção, porque temos crianças pequenas e não queremos que elas fiquem no sol”, disse. Carlos ressaltou a importância do evento para a formação espiritual dos filhos. “Viemos em família por uma questão espiritual. É muito importante trazê-los aqui e ver o que eles estão aprendendo”, declarou.

No percurso até a praia, feito através da Rua Rodolfo Dantas, é grande a quantidade de pessoas. Os bares e restaurantes da orla também estão lotados.

A prefeitura do Rio montou um esquema especial para a abertura da JMJ, envolvendo vários órgãos municipais. Os peregrinos contam em Copacabana com sete postos de assistência médica, com um total de 67 leitos. Ao todo, trabalharão nos postos, até a meia-noite, 91 médicos, 28 enfermeiros e 91 técnicos de enfermagem. Segundo a prefeitura, 60 ambulâncias, sendo 50 equipadas com unidade de tratamento intensivo, estão à disposição para eventuais transferências de pacientes.

A Guarda Municipal está com 769 homens, atuando no ordenamento urbano e na fiscalização do trânsito no bairro. A Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) convocou 1.100 garis, distribuída ao longo da orla e ruas próximas. A remoção do lixo será feita por uma frota de 15 caminhões compactadores e 20 basculantes.

* Com AE e Agência Brasil

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