Líder da Igreja Católica irá participar, a partir desta terça (23), da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no Brasil

O papa Francisco chegou às 16h05, desta segunda-feira (22), na Base Aérea do Galeão, para sua primeira visita ao Brasil. Ele participará, a partir desta terça (23), da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) .

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Francisco foi recebido pela presidenta Dilma Rousseff e o vice-presidente, Michel Temer. Também formaram a comitiva de recepção ao papa oito ministros de Estado, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, e o prefeito do Rio, Eduardo Paes.

Ao desembarcar, Francisco beijou duas crianças na testa que lhe recepcionaram com flores. Acompanhado da presidenta, o papa cumprimentou todas as autoridades presentes, inclusive do Clero. Em seguida, Dilma e Francisco conversaram descontraidamente e cumprimentou pessoas que o aguardavam na Base Aérea do Galeão.

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O pontífice entrou, então, em um carro comum, de onde fez o caminho até a Catedral Metropolitana. No caminho, ele quebrou o protocolo e, com os vidros abertos, tocou a multidão. Os seguranças cercaram o carro para que as pessoas não entrassem no veículo. Mas, durante alguns momentos, o veículo ficou parado no engarrafamento, o que fez que com vários fiéis conseguissem, no meio do trânsito, se aproximar do líder da Igreja Católica.

Após chegar à Catedral Metropolitana, o papa Francisco trocou o carro comum pelo papamóvel para seguir até ao Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Ao chegar no Theatro , ele abençou algumas pessoas, entre elas Maria Eduarda, de 9 anos. Ele estava acompanhada da mãe., Maiara Moraes, que já havia tentado se aproximar do pontífice em frente à Catedral. Mãe e filha ficaram muito emocionadas.

Do Theatro Municipal, ele embarcou em um carro fechado para pegar um helicóptero que o levou até o Palácio da Guanabara. Na sede do governo do Rio de Janeiro, ele teve encontro com autoridades e discursou ao lado da presidente Dilma Rousseff.

Cerca de 40 peregrinos esperavam o papa no Palácio da Guanabara, como é o caso de Renata Cortopassi, 18 anos, de Brasília, que participa pela segunda vez de uma Jornada Mundial da Juventude. “A Jornada mostra que ainda há católicos fervorosos no mundo. Nem a Copa atrai 2 milhões de pessoas, e o papa atrai”, disse.

O forte policiamento no centro do Rio de Janeiro e as várias informações de que manifestantes se organizam para atrapalhar a programação do evento provocam apreensão entre os participantes.

“Todo mundo tem o direito de expressão, mas não pode ser de maneira violenta. Como cristãos, devemos respeitar e isso deveria partir deles também. Se não é importante para eles, é importante para nós”, disse Amielle Zartelon, 19 anos.

*Com reportagem de Nina Ramos, Paula Costa e Waleria de Carvalho.

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