Papa Francisco espera 'banho de povo' e cobrará políticos no Brasil

Por Agência Estado |

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Discurso de Francisco durante a Jornada Mundial da Juventude será de cobrança à classe política no Brasil

Agência Estado

O Vaticano se posiciona ao lado dos manifestantes, prepara um discurso de cobrança à classe política e alerta que, se ceder e aceitar algumas mudanças na agenda no papa Francisco por causa da segurança, não abrirá mão de um "banho de povo". O novo cenário ainda fez o papa reabrir seus discursos e reescrevê-los para elevar o tom de questionamento aos dirigentes durante a Jornada Mundial da Juventude (JMJ).

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Veja abaixo imagens dos preparativos para a chegada do papa no Brasil:

Papa Francisco é recebido por comissários durante embarque rumo ao Rio de Janeiro. Foto: ReutersPapa Francisco embarca nesta segunda-feira (22) no aeroporto internacional de Roma rumo ao Rio de Janeiro. Foto: APJovens aproveitam o domingo de sol na praia de Copacabana no domingo (21), em frente ao palco onde o papa Francisco celebrará a missa de encerramento da JMJ. Foto: Associated PressJovens jogam futevôlei em frente ao palco em que o papa Francisco realizará missa em Copacabana  . Foto: Associated PressJovens católicos se encontram na praia de Copacabana, no Rio. Foto: Associated PressVendedor aproveita movimento de peregrinos na praia de Copacabana, no Rio, para vender lembranças católicas no domingo (21). Foto: Associated PressJovens carregam cruz símbolo da JMJ na praia de Copacabana no domingo (21). Ela foi entregue aos jovens pelo Papa João Paulo II, na edição de 1983 do evento. Foto: Associated PressJovens carregam cruz símbolo da JMJ na praia de Copacabana no domingo (21). Ela foi entregue aos jovens pelo Papa João Paulo II, na edição de 1983 do evento. Foto: Associated PressPúblico observa a montagem do palco que receberá o papa Francisco na praia de Copacabana, no Rio. Foto: RICARDO MORAES/REUTERS/NewscomTrabalhadores montam o palco que receberá o papa Francisco na praia de Copacabana, no Rio. Foto: RICARDO MORAES/REUTERS/NewscomVoluntários da Jornada da Juventude orientam peregrinos nas estações de trem no Rio. Foto: Fernando Frazão/ABrCerca de 600 voluntários da Jornada Mundial da Juventude atuam nas estações de trem mais movimentadas para auxiliar os peregrinos estrangeiros. Foto: Fernando Frazão/ABrFranciscanos arrumam a sala que receberá o papa Francisco, no hospital São Francisco de Assis, no Rio de Janeiro. Foto: RICARDO MORAES/REUTERS/NewscomFranciscanos arrumam a sala que receberá o papa Francisco, no hospital São Francisco de Assis, no Rio de Janeiro. Foto: RICARDO MORAES/REUTERS/NewscomJovens esperam chegada do papa Francisco no Rio de Janeiro. Foto: RICARDO MORAES/REUTERS/NewscomFavela da Varginha, em Manguinhos, no Rio, onde o papa irá visitar a capela de São Jerônemo. Foto: RICARDO MORAES/REUTERS/NewscomPolicial da UPP de Manguinhos em frente à capela de São Jerônimo. Foto: RICARDO MORAES/REUTERS/NewscomTuristas tiram foto em frente à imagem do papa Francisco esculpida na areia da praia de Copacabana, no Rio. Foto: SERGIO MORAES/REUTERS/NewscomVista aérea do palco na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, para a visita do papa Francisco.. Foto: APOutra vista do palco construído na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, para a visita do papa Francisco.. Foto: APTendas para a visita do papa Francisco a praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.. Foto: ReutersTrabalhadores preparando tendas na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, para a visita do papa durante a Jornada Mundial da Juventude.. Foto: APPreparação na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, para a visita do papa durante a Jornada Mundial da Juventude.. Foto: APEscultura de areia do papa Francisco feita na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.. Foto: ReutersÂngulo diferente da escultura do papa Francisco feita na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.. Foto: ReutersIgreja São Jerônimo Emiliano, em Manguinhos, no Rio de Janeiro, receberá visita do papa durante Jornada.. Foto: Futura PressBanner promovendo a Jornada Mundial da Juventude na Capela de São Jerônimo, no Rio de Janeiro, que será visitada pelo papa.. Foto: ReutersInterior da Capela de São Jerônimo, no Rio de Janeiro, que será visitada pelo papa Francisco.. Foto: ReutersBanner promovendo a chegada do papa ao Rio de Janeiro na Capela de São Jerônimo, que será visitada pelo papa Francisco.. Foto: ReutersCrianças empinando pipa em cima da Capela de São Sebastião, no Rio de Janeiro, será visitada pelo Papa durante a Jornada Mundial da Juventude.. Foto: ReutersCrianças em cima da Capela de São Sebastião, na favela de Varginha, em Manguinhos, no Rio de Janeiro, que será visitada pelo papa durante a Jornada Mundial da Juventude.. Foto: ReutersPeças de latão e banhadas a ouro que serão usadas na missa do papa na Igreja São Sebastião, no Rio de Janeiro.. Foto: Futura PressFavela de Varginha, em Manguinhos, no Rio de Janeiro, que será visitada pelo papa durante a Jornada Mundial da Juventude.. Foto: ReutersCampo de futebol na favela de Varginha, em Manguinhos, no Rio de Janeiro, que será visitado pelo papa durante a Jornada Mundial da Juventude.. Foto: ReutersVeículo que será utilizado pelo papa Francisco durante a Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro.. Foto: ReutersBonequinhos do papa Francisco vendidos por R$ 5 na Cinelândia, no Rio de Janeiro.. Foto: Futura PressRelógios digitais da avenida Paulista anunciando a Jornada Mundial da Juventude.. Foto: Futura PressPreparação dos kits para os peregrinos que acompanharão o papa durante a Jornada.. Foto: Futura PressVista aérea da casa em Sumaré, onde o papa Francisco ficará hospedado durante a Jornada no Rio de Janeiro.. Foto: Reuters

O discurso oficial em Roma é de apontar que a Igreja não é o alvo dos protestos. "Não é um confronto com o papa ou com a Igreja", declarou o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi. Em outras palavras, as ruas protestam contra os políticos, não contra o papa, que não disfarça a seus assessores mais próximos e outros cardeais sua simpatia com o que vê nas ruas.

Nesta quarta-feira, na Cidade do Vaticano, Lombardi explicou a dezenas de jornalistas de todo o mundo o percurso frenético que Francisco fará em sua primeira viagem internacional. A agenda original foi modificada pelo próprio papa. Mas não para se proteger, e sim para abolir dias de descanso e incluir inúmeras atividades com caráter social que não estavam previstas, entre elas a visita a uma favela, a um hospital e a detentos.

Questionado sobre as ameaças de manifestações identificadas pelo governo, Lombardi deixou claro que não há revisão dos planos. "Se houver mudanças, eles (as autoridades brasileiras) nos comunicarão. Mas, no momento atual, não esperamos que existam inconvenientes particulares ou consequências para a Jornada."

A reportagem apurou que, na negociação com as autoridades brasileiras, o Vaticano já mandou um recado claro: o papa não aceitará ser isolado ou que seus planos de contato com a população sejam reduzidos. O Vaticano não esconde que parte da proteção de Francisco virá até de sua mensagem. "Todos entendem que a mensagem do papa é de solidariedade, de convivência pacífica na sociedade e de desenvolvimento igualitário para todos", disse Lombardi. Durante toda a semana que antecede a viagem, Francisco tem se mantido afastado do público, justamente para preparar sua mensagem.

Os textos

Funcionários na secretaria de Estado confirmaram que ele terá um "recado de esperança" aos jovens, mas também fará cobranças aos políticos e orientação aos bispos sobre como devem abrir suas igrejas e se aproximar dos mais carentes. Para a classe dirigente, já há até local escolhido para dar o recado: o Teatro Municipal do Rio de Janeiro. "O papa quer falar ali aos responsáveis por decisões na sociedade", indicou o padre Lombardi. Nos bastidores, fontes no Vaticano confirmaram que o pontífice argentino acredita que chegou o momento de o governo "escutar o povo".

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