Traficante Dudu da Rocinha morre na cadeia

Por Agência Estado |

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Os investigadores aguardam os resultados do laudo cadavérico para saber a causa da morte do traficante

Agência Estado

Preso desde 31 de dezembro de 2004, o traficante Eduíno Eustáquio de Araújo Filho, o Dudu da Rocinha, morreu na última segunda-feira (8), após ter sido encontrado desacordado por agentes penitenciários dentro de uma cela do Instituto Vicente Piragibe, no Complexo Penitenciário de Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro. Ele chegou a ser levado ao Hospital Dr. Hamilton Agostinho Vieira de Castro, dentro do complexo penitenciário, mas morreu.

O caso está sendo investigado pela Divisão de Homicídios (DH) da Polícia Civil. Os investigadores aguardam o resultado do laudo cadavérico para saber a causa da morte do traficante.

A Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap) informou em nota que abriu uma sindicância para apurar o fato.

O traficante estava no Vicente Piragibe, unidade de regime semiaberto, desde maio de 2012, mas não obteve os benefícios de Trabalho Extra-Muros ou Visita Periódica ao Lar e, por isso, não saía da prisão. Ele foi preso em 31 de dezembro de 2004, quando visitava a namorada em Saquarema, cidade na Região dos Lagos do Estado do Rio.

Guerra do tráfico 

Na Semana Santa de 2004, Dudu comandou um "bonde" de traficantes que saiu da Favela do Vidigal e invadiu a vizinha Rocinha, na zona sul do Rio. O objetivo era retomar o domínio das bocas de fumo, que estavam sob controle do traficante Luciano Barbosa, o Lulu. A guerra do tráfico levou pânico à zona sul do Rio.

Em dezembro de 2005, Dudu foi condenado a 73 anos de prisão pelo 1º Tribunal do Júri da capital fluminense, pelas mortes da professora mineira Telma Veloso Pinto (atingida por uma bala perdida) e do morador da Rocinha Wellington da Silva (que foi executado).

Telma Veloso, que vivia há três meses no Rio, foi morta na Avenida Niemeyer, quando voltava de um passeio com a família na Barra da Tijuca. Ela morreu tentando escapar de um cerco feito pela quadrilha de Dudu, que brigava pelo comando do tráfico na Rocinha. Telma foi baleada na cabeça. Seu marido, Renato Gonzaga, foi atingido no pescoço. O sobrinho levou dois tiros.

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