Trajeto da manifestação surpreende a polícia no Rio de Janeiro

Por Agência Estado |

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Os manifestantes, até agora em clima pacífico, tentam se aproximar do Maracanã, mas a policial bloqueia o acesso

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Os manifestantes surpreenderam os policiais que acompanham o protesto neste domingo (30) no Rio de Janeiro. Enquanto os PMs que fazem o cordão de isolamento passaram pelo Largo da Segunda-Feira em linha reta, em direção à Rua Heitor Beltrão, os participantes da manifestação subitamente entraram à esquerda, na Rua São Francisco Xavier, que é um dos principais acessos ao Maracanã, estádio que recebe, a partir das 19 horas, a final entre Brasil e Espanha na Copa das Confederações.

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Pessoas protestam neste domingo (30), que será realizado na Praça Saens Peña na Tijuca, cidade do Rio de Janeiro

Surpresos com o trajeto adotado pelos manifestantes, os PMs precisaram dar a volta no quarteirão para voltar a se posicionar à frente da passeata. Houve corre-corre, mas, mesmo assim, os policiais não conseguiram impedir que a Rua São Francisco Xavier fosse interditada.

A PM, então, montou uma grande barreira na esquina com a Rua Mariz e Barros, que fecha completamente a continuidade da manifestação pela São Francisco Xavier. Motoristas estão assustados com a movimentação. O clima é tenso na região.

Os manifestantes, até agora em clima pacífico, tentam se aproximar do Maracanã, mas a policial bloqueia o acesso ao estádio para não atrapalhar a realização da final da Copa das Confederações.

Grupo chega cedo

Com o destacamento de milhares de policiais para formar barreiras no entorno do estádio do Maracanã antes da decisão da Copa das Confederações entre Brasil e Espanha neste domingo, um grupo "madrugou" para conseguir fazer seu protesto o mais próximo possível do local.

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Um grupo de quatro servidores públicos chegaram por volta das 10h da manhã ao estádio, antes que as barreirar começassem a ser feitas pelas forças de segurança e pelos órgãos responsáveis pelo trânsito no Rio de Janeiro. Com isso, conseguiram ficar com sua faixa de críticas ao governador Sérgio Cabral a poucos metros da entrada de imprensa no Maracanã.

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"A ideia era essa, chegar cedo para podermos ficar perto do estádio sem que fôssemos barrados nos bloqueios onde a polícia só deixa passar quem tem ingresso. E ficarmos perto da entrada de mídia para atrair a atenção de jornalistas do mundo todo", disse um dos integrantes do protesto.

A principal crítica, além do gasto de mais de R$ 1 bilhão na reforma do Maracanã, é em relação ao fechamento de dois hospitais e a demolição do ISAERJ (Instituto de Assistência dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro. "Ironicamente, o Cabral nasceu no ISAERJ", disse o manifestante.

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