Defesa e Justiça dividirão coordenação da segurança da JMJ por área do Rio

Por Raphael Gomide | - Atualizada às

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Comandante da 1ª Divisão de Exército, general Abreu lidera militares, que ficam responsáveis por Guaratiba; Secretaria de Grandes Eventos cuida de Copacabana

Divulgação/Riotur
Copacabana vai sediar dois grandes eventos da Jornada Mundial da Juventude

A coordenação da segurança da Jornada Mundial da Juventude será dividida pelos ministérios da Defesa e da Justiça por área de eventos no Rio. Caberá à Polícia Federal a chamada “segurança aproximada” do papa, sendo responsável pela escolta direta e varredura dos locais que o pontífice vai visitar. A Polícia Militar e a Polícia Civil vão dar apoio às forças federais.

O Ministério da Defesa ficará responsável pela zona oeste, mais especificamente pela região de Guaratiba, onde serão realizados os dois últimos grandes eventos do encontro. Ao Ministério da Justiça, por meio da Secretaria Extraordinária de Grandes Eventos (Sesge), caberá o planejamento e gestão do policiamento na área de Copacabana, onde ocorrerão outros dois grandes atos, com concentração prevista para superar um milhão de pessoas.

O planejamento de Guaratiba está bem mais avançado. Todas as forças de segurança alocadas para a Jornada Mundial da Juventude na zona oeste vão atuar sob coordenação do Comando Militar do Leste (CML), com implantação de GLO (Garantia da Lei e da Ordem), sob liderança do general José Alberto da Costa Abreu, comandante da 1ª DE (Divisão de Exército).

Pelos levantamentos preliminares, os bairros com maior procura para hospedagem para os peregrinos e voluntários são, pela ordem: Campo Grande, Santa Cruz e Jacarepaguá. Haverá um reforço de segurança para locais de hospedagem, catequese, eventos culturais, pontos turísticos e terminais de transporte públicos.

As Forças Armadas (Marinha, Exército e Aeronáutica) vão atuar com aproximadamente 8 mil militares. A Marinha fará patrulha e inspeção naval na orla do Rio e no entorno dos aeroportos Internacional do Galeão Antônio Carlos Jobim e Santos Dumont. O Exército vai reforçar a defesa de instalações estratégicas, como centrais de energia elétrica, telecomunicações e água, além de unidades de reserva. A Força Aérea terá jatos de prontidão para interceptar aviões que passem nas zonas áreas exclusivas.

Como principal força de policiamento ostensivo disponível, a Polícia Militar do Estado do Rio vai atuar em todos os locais, com cerca de 8 mil homens mobilizados, fazendo o policiamento ostensivo, que será muito reforçado nas áreas da jornada. A PM vai aumentar segurança de acessos, atuando em apoio ao Exército.

O aumento de efetivo policial para atender as ocorrências na região de atividades será enorme, de até 30 vezes na zona oeste, o iG apurou. Total de cerca de 8 mil policiais serão voltados exclusivamente para a JMJ.

Um grande quantitativo de policiamento ostensivo extraordinário será alocado na região. Férias, folgas e cursos foram suspensos para a semana da jornada. “A recuperação do efetivo é feita dessa maneira, usando ainda PMs do expediente e alterando a escala”, explicou o tenente-coronel Edison Duarte, chefe da unidade.

Para isso, o Escritório de Assuntos para a Copa do Mundo-2014 e Jogos Olímpicos-2016 (Grandes Eventos) vai lançar mão do RAS (Regime Adicional de Serviço). Assim, os policiais a trabalhar na folga vão receber por hora-extra.

Embora a segurança direta do papa seja atribuição da Polícia Federal, com sua especialidade em segurança de dignitários, a PM, que dispõe de grande efetivo, dará apoio, além de poder ajudar nas varreduras de locais em busca de armas e explosivos, pelo Batalhão de Ações com Cães (BAC), antes de “lacrar” os locais – passando a impedir a entrada.

A PM vai empregar ainda o Regimento de Polícia Montada (RPMont) e policiais femininos – consideradas mais acessíveis. A Polícia Militar do Rio vai reforçar os terminais de transporte público da zona oeste (de ônibus trens e BRT), área de maior interesse de hospedagem. Três aeronaves da Polícia Militar e um sistema com uma supercâmera móvel acoplável e transmissor de dados estarão disponíveis para emprego. As imagens serão recebidas e analisadas pelo centro de comando e controle a ser instalado na sede do CML.

Além das tropas convencionais, estarão em ação as unidades especiais, como as Forças Especiais, os Comandos Anfíbios (Comanf) e o Grumec (Grupamento de Mergulhadores de Combate), da Marinha, e o Para-Sar, da Força Aérea. O Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), da PM do Rio, complementa os grupos que serão acionados em caso de resgate de reféns, ou terrorismo.

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