'Polícia fez o que achou mais viável para preservar a ordem', diz Cabral

Por O Dia |

compartilhe

Tamanho do texto

Governador condena vandalismo e diz que 'atos devem ser discutidos dentro dos limites da tolerância'

O governador Sergio Cabral disse, nesta sexta-feira, durante entrevista coletiva, que atos de vandalismo não serão tolerados durante protestos. Nesta quinta à noite, manifestação reuniu mais de 300 mil pessoas na região central da cidade e terminou em quebra-quebra e confusão. Segundo Cabral, os policiais que cometem excessos devem ser punidos.

Leia também:
Secretário de Segurança do Rio quer 'vândalos infiltrados' presos
No Rio, envolvido na organização de protestos diz não acreditar em políticos

"Aqueles que cometem excesso devem ser punidos, de ambos os lados. Ninguém está aqui protegendo a polícia, mas também não vamos proteger vândalos. Os atos devem ser discutidos dentro dos limites da tolerância. Mas os atos de vandalismo estão prejudicando os debates democráticos e saudaveis", disse.

Muitos manifestantes reclamaram de truculência policial. O governador, contudo, disse que os militares agiram para estabelecer a ordem. "A polícia agiu dentro daquele estado de tensão e fez o que achou mais viável para preservar a ordem pública".

Paes critica vandalismo: 'É preciso que se tenha limite'

O prefeito Eduardo Paes concedeu entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira no Centro de Operações, na Cidade Nova, e condenou os atos de vandalismo ocorridos durante o protesto que reuniu mais de 300 mil pessoas nesta quinta à noite, na região central da cidade.

"A cidade não precisa ser apedrejada, não há necessidade de destruir patrimônios para reforçar sua opinião. É preciso que se tenha limite. Não se pode admitir que atos de vandalismo venham a protagonizar manifestações num país democrático como o Brasil", afirmou.

Mais: Prejuízo ao prédio da Alerj pode chegar a R$ 2 milhões

De acordo com o prefeito, durante o protesto foram quebrados 62 abrigos de ônibus, 31 placas de trânsito, cinco relógios, 98 semáforos, 46 placas de identificação de ruas e 340 lixeiras. Prédios públicos municipais também foram depredados. Segundo a prefeitura, os itens devem ser recolocados em até 45 dias.

"Infelizmente atitudes de vandalismo acabam marcando de maneira negativa um movimento democrático", ressaltou. Paes ainda afirmou que 62 feridos foram atendidos no Hospital Souza Aguiar, no Centro, sendo oito guardas municipais.


Leia tudo sobre: protestosigrj

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas