Ministério Público do Rio vai investigar se houve excesso da PM

Por Agência Estado |

compartilhe

Tamanho do texto

O coronel Alberto Pinheiro Neto admitiu que foram utilizadas bombas de gás para dispersar a multidão que atirava pedras nos policiais

Agência Estado

O Ministério Público do Rio de Janeiro instaurou inquérito para apurar supostos abusos praticados por policiais militares, principalmente do Batalhão de Choque, durante as manifestações realizadas no Centro da cidade.

O promotor Paulo Roberto Melo Cunha Júnior, da 2ª Promotoria de Justiça junto à Auditoria de Justiça Militar, aguarda o relatório da atuação do batalhão nas manifestações, solicitado ao subcomandante, major Adriano Rodrigues, em reunião realizada no início desta semana. O material deverá conter detalhes sobre o uso de armas não letais, como gás lacrimogêneo e balas de borracha.

Leia também:
Secretário de Segurança do Rio quer 'vândalos infiltrados' presos
'Polícia fez o que achou mais viável para preservar a ordem', diz Cabral

Nessa quinta-feira (20), uma comitiva de promotores esteve na Escola Nacional de Direito, próxima ao Campo de Santana; no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, no Largo de São Francisco (ambos da UFRJ); e no Hospital Municipal Souza Aguiar para checar supostas violações dos direitos humanos e assegurar a integridade física dos manifestantes que se refugiaram nas dependências universitárias após o protesto.

Em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (21), o coronel Alberto Pinheiro Neto, chefe do Estado Maior Operacional da Polícia Militar, negou que os policiais tenham "encurralado" os estudantes nas faculdades. "Estive pessoalmente nas duas faculdades e no hospital, onde me encontrei com promotores e representantes da OAB. O que houve é que já estava tarde e os estudantes não tinham como voltar para casa, pois não havia ônibus quando o clima tinha se acalmado. Foi negociado para eles passarem a madrugada nas faculdades por conta disso. O que houve foram boatos difundidos nas redes sociais para prejudicar a imagem da polícia".

Em relação ao hospital, o oficial admitiu que foram utilizadas bombas de gás para dispersar a multidão que se concentrava no local e atirava pedras nos policiais.

O MP orienta as pessoas que tenham imagens de abusos ou que possam identificar os envolvidos nos atos de vandalismo a entrarem em contato com a Ouvidoria pelo telefone 127 ou pela internet (www.mp.rj.gov.br).

Leia tudo sobre: manifestaçãoigrj

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas