Embarcação fará fiscalização da costa e operações contra contrabando, tráfico de drogas e armas e combate à pirataria. "Apa" vai atuar já nos Grandes Eventos

Navio-patrulha Apa, que chegou ao Rio, vai atuar na defesa da
Divulgação
Navio-patrulha Apa, que chegou ao Rio, vai atuar na defesa da "Amazônia Azul" e do petróleo do Pré-Sal

Chegou ao Rio nesta sexta-feira, após viagem de dois meses e meio, o navio-patrulha oceânico “Apa”. O navio, que leva o nome de um rio do Pantanal, é o segundo da classe Amazonas a chegar, de uma série de três encomendados à BAE Systems Maritime – Naval Ships, ao custo de 30 milhões de euros cada – R$ 79,7 milhões. O próximo será entregue em julho.

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Comandante da Marinha, almirante Moura Neto, afirmou que navio vai cuidar da Amazônia Azul
Raphael Gomide
Comandante da Marinha, almirante Moura Neto, afirmou que navio vai cuidar da Amazônia Azul

O “Apa” foi projetado e construído para fiscalizar extensas áreas marítimas e atuará na defesa da chama “Amazônia Azul” e das riquezas minerais do Brasil no oceano, o Pré-Sal. “O objetivo é proteger e garantir a integridade da Amazônia Azul contra ilícitos, como contrabando, tráfico de drogas e pirataria, por exemplo, além de poder fazer busca e salvamento. Serve para garantir essa soberania”, explicou o comandante da Marinha, almirante-de-esquadra Julio Soares de Moura Neto, segundo quem mais 12 navios da classe serão construídos no Brasil com o mesmo projeto.

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Segundo a Marinha, o “Apa”, de 1.800 toneladas, vai operar primordialmente na região das bacias petrolíferas dos estados do Espírito Santo, São Paulo e Rio de Janeiro. A embarcação tem 90,5 metros de comprimento, navega a 25 nós (46 km/h) em velocidade máxima, leva 51 militares e tem autonomia de 35 dias em mar.

Imagem mostra trajeto do navio-patrulha, passando pela África, antes de chegar ao Rio
Raphael Gomide
Imagem mostra trajeto do navio-patrulha, passando pela África, antes de chegar ao Rio

A compra dos três navios-patrulha oceânicos permitirá à Marinha intensificar as ações de patrulha e inspeção naval, prevenir poluição ambiental e aumentar a capacidade de Busca e Salvamento ao longo da extensa área marítima brasileira. As 12 próximas embarcações serão construídas preferencialmente por estaleiros privados no Brasil, disse Moura Neto.

O navio, que ficará baseado no Rio, vai atuar ainda na segurança costeira da cidade durante a Copa das Confederações, em junho e na Jornada Mundial da Juventude, no mês seguinte.

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De acordo com o comandante da Marinha, a Força planeja ainda contar com mais 27 navios-patrulha menores – sete já estão prontos –, de 500 toneladas, para manter a segurança de plataformas de petróleo

O “Apa” partiu de Portsmouth, no Reino Unido, em 11 de março e fez escala em Portugal, Espanha, Mauritânia, Senegal, Gana, Angola e Namíbia. Na viagem para o Brasil, fez exercícios conjuntos, como treinamento antipirataria, com as Marinhas dos países africanos.

Navio Apa, diante do Pão de Açúcar
Raphael Gomide
Navio Apa, diante do Pão de Açúcar


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