Funcionário morre após incêndio em depósito de combustíveis em Caxias

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Gelson da Silva Ferreira, de 43 anos, foi levado ao Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, mas não resistiu aos ferimentos. Ele trabalhava para a Petrogold

O funcionário da distribuidora Petrogold Gelson da Silva Ferreira, de 43 anos, morreu após o incêndio que atingiu o local na tarde desta quinta-feira. Ele foi levado para o Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, mas não resistiu aos ferimentos. A informação foi confirmada pela assessoria da Prefeitura de Duque de Caxias.

Também no mesmo hospital mais sete pessoas deram entrada na tarde desta quinta-feira, vítimas do incêndio em Duque de Caxias. Segundo a assessoria do hospital, duas mulheres e quatro homens foram atendidos e já receberam alta. Um jovem de 21 anos deu entrada na unidade mas deixou o local à revelia.

Alexandre Vieira / Agência O Dia
Incêndio em Duque de Caxias assusta moradores

Bombeiros de pelo menos seis quartéis trabalharam para combater as chamas que atingiram o depósito de combustíveis da transportadora Petrogold na Rua Geraldo Rocha, 298, no bairro Jardim Primavera, em Caxias, na Baixada Fluminense. O local fica às margens da Rodovia Rio-Teresópolis.

Uma escola precisou ser evacuada por medida de segurança. As chamas se alastraram com rapidez e pelo menos três casas foram atingidas. Alguns tanques que armazenavam combustível explodiram.

Sem licença

O secretário Estadual do Ambiente, Carlos Minc, afirmou que a distribuidora estava funcionando sem licença estadual. Minc disse que a empresa possui apenas uma licença do município, mas que não é reconhecida pelo secretário.

Minc acrescentou que o prefeito de Duque de Caxias, Alexandre Cardoso, vai verificar a situação da transportadora. Ainda de acordo com o secretário, a Petrogold estava fazendo adulteração de combustível e jogando óleo na rede pluvial.

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O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) já havia rejeitado o pedido de análise de risco da transportadora para obter uma licença estadual. "Eles estão funcionando agarrados a uma licença municipal que o prefeito também julga ilegal". "Estão funcionando com base em liminares, em uma licença dada ilegalmente", conclui Carlos Minc.

No entanto, a Agência Nacional do Petróleo (ANP), órgão regulador federal, afirma que a empresa está com a situação regular.

O incêndio começou no bairro Maria Helena, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, por volta de 12h30 desta quinta-feira e as chamas já chegam a 50 metros de altura. Ainda não há informações de como o fogo começou. O coronel do Corpo de Bombeiros Jerri Pires disse que novas explosões ainda podem acontecer por conta do fogo nos tonéis.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o incêndio, que antes era restrito a seis tanques, se espalhou em torno do local. Pelo menos quatro quarteirões foram evacuados. A Defesa Civil está está ajuda o Corpo de Bombeiros para isolar o perímetro que tem casas, escolas e hospitais. Pelo menos três casas foram incediadas. Todo o comércio da área foi fechado.

Ainda não se sabe se as pessoas que foram retiradas de suas casas vão precisar de um abrigo, nem quantas pessoas foram desalojadas pelo incêndio. Por volta de 13h a Secretaria de Estado de Assistência Social enviou um comunicado dizendo que ainda não havia recebido um pedido da Prefeitura de Duque de Caxias para prestar auxílio às pessoas que tiveram suas casas atingidas. O órgão afirmou também que assim que a prefeitura acioná-lo, o aluguel social no valor de R$ 400 será distribuído.

Segundo testemunhas, uma pessoa que estava perto do depósito no momento da explosão ficou ferida e foi levada para o hospital.

O prefeito de Duque de Caxias, Alexandre Cardoso, montou um gabinete de crise e pediu para que as pessoas denunciem se souberem de alguma irregularidade. "Eu me comprometo a fiscalizar em 24 horas qualquer denúncia", afirmou.

Em um embargo feito há um ano atrás, foi descoberto que o combustível era adulterado com álcool anidro. Segundo o coronel José Maurício Padrone, coordenador de Combate aos Crimes Ambientais (Cicca) da Secretaria de Estado do Ambiente, cerca de 500 mil litros de combustível foram apreendidos, uma pessoa foi presa e dois caminhões foram lacrados.

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