Desabrigados pela chuva em Petrópolis recebem primeiro aluguel social

Por Agência Brasil |

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Cerca de 200 famílias perderam as casas nas fortes tempestadores que atingiram o município no mês de março. Cadastrados devem receber cartão magnético para saque

Agência Brasil

Reprodução
Segundo a prefeitura, 400 famílias estão aptas a receber o pagamento

A prefeitura de Petrópolis, na região serrana fluminense, pagou nesta sexta-feira (3) o primeiro aluguel social a cerca de 200 famílias que perderam as casas nas fortes chuvas que atingiram o município no mês de março. O benefício, de R$ 500, foi depositado na agência do Banco do Brasil no centro da cidade. O pagamento estava programado para quinta-feira (2), mas um problema no sistema bancário adiou a liberação do dinheiro para esta sexta-feira.

As famílias contempladas pelo programa foram as que cumpriram todos os critérios técnicos exigidos pela prefeitura, como um laudo da Defesa Civil, uma casa para alugar e a vistoria do novo imóvel. Segundo a prefeitura, 400 famílias estão aptas a receber o pagamento. Desse total, 250 já encontraram uma nova residência, 150 estão à procura de um imóvel e 100 estão em processo de análise para inclusão no programa.

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“Estamos vistoriando novas casas, providenciando as mudanças e preparando kits de móveis e eletrodomésticos para aqueles que perderam seus bens. Mas, acima de tudo, nosso objetivo é restabelecer a referência familiar dessas pessoas que hoje não têm condições de retornar para suas antigas casas”, disse o secretário municipal de Trabalho, Assistência Social e Cidadania (Setrac), Jorge Maia.

Segundo ele, as famílias que não conseguiram receber o aluguel social devem procurar a Setrac para esclarecer dúvidas e identificar possíveis falhas. “Algumas famílias não informaram o endereço da nova residência para que pudesse ser feita a vistoria, o que se transforma em um entrave, por exemplo. Mas todas as falhas burocráticas estão sendo corrigidas”, disse o secretário.

Com a casa em perigo de desabamento, no bairro Alto Independência, Taiane Chagas Porto, de 25 anos de idade, mãe de três filhos, mudou para um imóvel alugado no bairro de Castelânea. “Um deslizamento de terra deixou minha casa em risco. Não podemos mais voltar. Estava com medo de não ter para onde ir com meus filhos. Agora tenho condições de pagar o aluguel e dar mais conforto às minhas crianças”, declarou.

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A costureira Maria Aparecida Furtado, de 50 anos, moradora da Rua Alexandre Flaming, também sacou o benefício. “Estou me mudando com meu marido, filha e neta. É importante garantir que muitas pessoas durmam mais tranqüilas”, disse.

De acordo com a secretaria, a partir do próximo mês o pagamento deverá ser facilitado, pois as famílias cadastradas deverão receber um cartão magnético para fazer o saque do benefício diretamente nos caixas eletrônicos.

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