Desorientado, motorista de ônibus é confuso ao dar versão sobre acidente

Por O Dia - Diego Valdevino, Raphael Bittencourt e Vania Cunha |

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Delegado do 21º DP ouviu depoimento de André Luiz da Silva, de 33 anos, em hospital. Policial disse que condutor "pode ter pedido memória recente" após a colisão

O delegado do 21º DP, de Bonsucesso, José Pedro Costa da Silva, esteve nesta terça-feira à noite no Hospital Getúlio Vargas, na Penha, para ouvir o depoimento do motorista do ônibus André Luiz da Silva Oliveira, 33 anos. Segundo o policial, o condutor estava desorientado e chegou a se confundir em vários momentos.

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Há relatos de que o acidente aconteceu após uma briga no coletivo. “Ele pode ter perdido a memória recente. Disse que um carro surgiu e que ele não teve como evitar o choque. As imagens das câmeras internas do veículo poderão esclarecer exatamente o que aconteceu. Também requisitamos imagens das câmeras da CET-Rio”, afirmou o delegado.

Carlo Wrede/Agência O Dia
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José Pedro contou ainda que ouviu duas testemunhas que estavam dentro do coletivo. Eles relataram que o motorista estava em alta velocidade, não parava nos pontos e que um passageiro teria ido tirar satisfações com o motorista por ele não ter parado no ponto.

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“Há relatos de que o motorista teria recebido chutes e que deu sinais de desmaio. A pessoa seria um jovem universitário e que, depois do acidente, saiu do local lúcido e com ferimento na boca. Estamos procurando esta pessoa. Se for comprovado que ele deu chutes no motorista, poderá responder por homicídio doloso (quando há intenção de matar)", esclareceu o delegado.

A versão do soco é a mesma sustentada por Juraci Galdino, inspetor da empresa Paranapuan . “Tenho certeza que o motorista foi agredido por um passageiro. Isso aconteceu porque ele não parou no ponto ou porque não quis dar carona”, afirmou Galdino. Os nomes das vítimas foram divulgados à noite: Ângela Maria Reis da Silva, Luciana Chagas da Silva, Marcius Flávio do Nascimento, Luis Antônio do Amaral, Oséias da Silva Cardoso, Francisco Batista da Souza e José Adailton de Jesus.

Testemunha conta como foi a discussão

Dois passageiros que estavam no veículo pouco antes da tragédia confirmaram que houve discussão entre uma terceira pessoa e o motorista do coletivo. O motivo seria o mesmo: o funcionário da empresa Paranapuan não teria parado em um ponto.

“Até o Fundão, estava tudo tranquilo, algumas pessoas desceram. Depois, um passageiro começou a reclamar com o motorista e pulou a roleta. Houve discussão, e eu desci antes da queda”, disse o vendedor Ari Osvaldo Lima dos Santos, em entrevista à Globo News.
Outra testemunha, Nelson Martins Bezerra contou a mesma versão.

Vítima estava prestes a descer

Estudante do 1º período do curso de Farmácia da UFRJ, Amanda Santana, de 17 anos, estava prestes a saltar do ônibus quando ouviu uma discussão entre jovens da universidade e o motorista.

“Ela me disse que não entendeu o motivo da discussão, mas houve uma gritaria. Um dos meninos pulou a roleta. Depois, ela só lembra de ter sido ‘cuspida’ da porta traseira”, contou o padrasto da jovem, Manoel Monteiro, 35 anos, que passou a noite no Hospital Getúlio Vargas, onde Daniela está internada com lesões na coluna.

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