Pai de menino morto por manicure no Rio de Janeiro presta depoimento

Por Agência Estado |

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Delegado espera que depoimento revele o motivo que levou a manicure Suzana do Carmo Figueiredo a matar João Felipe e esconder seu corpo dentro de uma mala, em 25 de março

Agência Estado

O empresário Heraldo Bichara Júnior, de 38 anos, pai do menino João Felipe Eiras Bichara, de 6 anos, chegou na manhã desta terça-feira à 88ª Delegacia de Polícia (Barra do Piraí) para prestar depoimento. Abraçado à mulher, Aline Bichara, Heraldo foi recebido por dois advogados que já o esperavam na delegacia. Eles não deram declarações à imprensa.

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Alessandro Costa / Agência O Dia
Heraldo Bichara chegou à delegacia acompanhado pela mulher e três advogados

O delegado Mário Omena disse que, com o depoimento do empresário, espera descobrir o motivo que levou a manicure Suzana do Carmo Figueiredo a matar João Felipe e esconder seu corpo dentro de uma mala, no dia 25 de março. Ao ser presa, na noite daquele dia, Suzana contou informalmente à polícia que mantinha um relacionamento com Heraldo há aproximadamente um ano e meio. "Para mim, é irrelevante confirmar ou não se ele tinha um caso com Suzana. O importante é elucidar a motivação do crime. E não há dúvida de que a manicure tinha algum interesse na família", disse o delegado.

Na segunda-feira (01), a mãe da manicure apresentou à Polícia Civil uma carta escrita por Suzana em que ela narra um plano de sequestrar uma criança e pedir R$ 300 mil como resgate. Embora não cite o nome da vítima, a polícia acredita que o plano se referia a João.

No último dia 25, Suzana ligou para a escola onde João estudava e, se passando pela mãe do menino, disse que pegaria o menino mais cedo na escola pois ele teria, segundo ela, uma consulta médica.

A manicure foi até a escola em um táxi, pediu para que o taxista buscasse o menino na porta da escola e o levou para um hotel, onde o asfixiou. Após matar o garoto, Suzana levou o corpo para sua casa e o escondeu dentro de uma mala. O caso foi esclarecido com a ajuda de funcionários do hotel e do taxista que transportou a manicure e a criança.

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