Traficante é morto a tiros no Recreio dos Bandeirantes

Por O Dia |

compartilhe

Tamanho do texto

'2K' tinha 10 mandados de prisão por tráfico e homicídio. Ele ainda é acusado de invadir a quadra da Mangueira, em 2012, para tentar destituir Ivo Meirelles

Acir Ronaldo Monteiro da Silva, conhecido como 2K, de 42 anos, foi assassinado a tiros na Estrada do Pontal, altura do número 7500, logo após o Posto 12 da praia do Recreio dos Bandeirantes, na zona oeste, na noite de domingo (17). Segundo a polícia, vítima cumpria regime semiaberto desde 2010. Ele tinha 10 mandados de prisão por tráfico e homicídio.

Relembre: Ivo Meirelles confirma invasão de bandidos à quadra da Mangueira

O homem ainda é acusado de invadir a quadra da Mangueira, em março de 2012, para tentar destituir o presidente Ivo Meirelles. De acordo com testemunhas, ele iria caminhar na praia com a namorada Taís quando foi surpreendido por um homem branco que usava touca ninja e estava de tocaia em um Volkswagen Golf azul marinho com vidros escuros.

Osvaldo Praddo / Agência O Dia
Corpo do traficante 2K foi encontrado na calçada do Recreio dos Bandeirantes, zona oeste do Rio

As testemunhas também contaram que o assassino saiu do carro, gritando "Polícia, polícia, não corre!" e atirou no peito e nas pernas de Acir com uma submetralhadora. Uma outra namorada de Acir, Milena, foi avisada e rezou por alguns instantes ao lado do corpo.

Ela e Taís discutiram durante alguns minutos até que policiais do 31º BPM (Recreio) separaram e acalmaram as duas. Por volta das 1h, o pai de Acir, que tem o mesmo nome, chegou ao local. Ele passou mal ao ver o filho morto e foi amparado por amigos.

Testemuhas falavam que Acir tinha se mudado há pouco para o Pontal Beach Resort, na calçada do qual foi morto. Taís confimou que Acir morava ali. Familiares de Taís contaram que ela e Acir tinham acabado de beber cerveja para relaxar e como estava muito calor resolveram caminhar na praia. Ela teria contado a um familiar que o VW Golf do qual saiu o assassino estava parado havia horas no local do crime.

Mas como o carro tinha vidros escuros parecia apenas um veículo estacionado. Ela contou que estava ao lado de Acir e que ficou tão nervosa que não gravou a placa do carro. Ela disse que o pouco que deu para ver do rosto do assassino é que ele era branco. 

Os peritos da Delegacia de Homicídios (DH), que investiga o caso, verificaram perfurações no tórax e nas pernas. 

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas