Delegado diz que 'em breve haverá resposta' sobre morte de mulher no Rio

Por O Dia , Felipe Freire e Marcello Victor | - Atualizada às

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Perícia foi realizada no local da perseguição e cápsulas de fuzil calibre 556 foram recolhidas. Vítima morreu na quarta após ser atingida por bala perdida durante perseguição na Baixada

O delegado da 64ª DP, de São João de Meriti, Delmir da Silva Gouvea, afirmou, nesta quinta-feira, que ainda não é possível precisar de onde partiu o tiro que matou a manicure Nilza Barbosa de Melo, de 49 anos, durante uma perseguição de policiais civis a dois suspeitos de moto no bairro Jardim Sumaré, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. O caso ocorreu na tarde de quarta-feira (30).

Entenda: Mulher é morta durante perseguição com neta de 1 mês no colo na Baixada

Ela chegou a proteger a neta de um mês de vida, que estava em seu colo. O bebê nada sofreu. Segundo a filha dela e mãe da criança, a dona de casa Daniele Barbosa de Melo, de 25 anos, somente os policiais fizeram disparos.

Osvaldo Praddo / Agência O Dia
Filha de mulher morta por bala perdida na quarta-feira (30) mostra foto da mãe

"Ainda não é possível afirmar de onde partiu o disparo, mas em breve teremos uma resposta", disse o delegado, que vai identificar a viatura que participou da perseguição. De acordo com ele, a perícia já foi realizada no local e os agentes recolheram cápsulas de fuzil calibre 556.

O delegado disse ainda que Nilza não foi socorrida policiais porque o ferimento não estava aparente. Ele já requisitou imagens das câmeras de segurança e ouviu duas testemunhas.

Morta perto de casa

Ainda segundo Daniele, a mãe tinha saído com a neta para ir na casa de uma amiga. A dona de casa ainda chegou a cruzar com a manicure, próximo a um mercado, na Avenida Miguel Couto, onde a família mora. Por volta das 15h e a cerca de 100 metros de casa, policiais civis em uma viatura passaram em perseguição a dois homens em uma moto. Ao ouvir os disparos a avó ainda protegeu a neta com o corpo antes de ser baleada no abdômen e cair.

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Daniele contou ainda que os agentes chegaram a parar a pedido de moradores para ver a situação da vítima. "Eles disseram que minha mãe não tinha sido baleada porque não estava sangrando e foram embora sem prestar socorro. Um amigo da família a socorreu de carro e levou para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento)", denunciou Daniele. Ninguém soube informar de qual delegacia era a viatura que participou da perseguição

Na UPA, ainda segundo a família, foi constatado pelos médicos que uma bala estava alojada no abdômen da manicure. Ela morreu quando era colocada na ambulância para ser transferida para o Hospital da Posse, em Nova Iguaçu.

A filha da manicure revelou ainda que por ter sido várias vezes assaltada a mãe tinha pavor de barulho de tiro e tentou proteger a neta. "Aqui nesta região de São João de Meriti praticamente não tem segurança nenhuma", protestou Daniele.

O caso foi registrado na 64ª DP (São João de Meriti). À família e aos jornalistas, os policiais de plantão se limitaram a dizer que o caso está sendo investigado.

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