Júri do caso Patrícia Acioli começa com homenagem às vítimas de Santa Maria

Por O Dia , Vânia Cunha | - Atualizada às

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Julgamento de três acusados de executar a juíza em agosto de 2011 deve durar até três dias. Assassinato ocorreu quando magistrada chegava em casa, em Niterói

O júri popular dos três acusados de assassinar a juíza Patrícia Acioli, no Rio de Janeiro, começou nesta terça-feira com a chamada dos réus. Antes da escolha do corpo de jurados, o juiz Peterson Barroso pediu aos presentes um minutos de silêncio pelas vítimas da tragédia na boate Kiss, de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Os trabalhos foram iniciados às 8h30. 

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Primeiro réu: PM é condenado a 21 anos de prisão pela morte da juíza Patrícia Acioli

Luiz Roberto Lima/Futura Press
Réus que são julgados nesta terça por envolvimento no assassinato da juíza Patrícia Acioli

"Que seja, respeitosamente, um minuto de silêncio e pesar, em condolência às famílias daqueles jovens", disse o juiz. A previsão é que o julgamento dos três réus acusados de matar a juíza Patrícia Acioli, que começa nesta terça-feira, dure três dias.

Ao todo, serão ouvidas 19 testemunhas, sendo oito de acusação. No plenário, somente parentes dos acusados estão presentes. Familiares de Patrícia Acioli ainda não chegaram.

Réus teriam cometido outro homicídio 13 dias antes

Três dos 11 PMs acusados de matar a juíza, em agosto de 2011, e que vão a júri hoje teriam executado Anderson Matheus, em São Gonçalo, 13 dias antes do crime. E os cabos Jeferson de Araújo e Jovanis Falcão e o soldado Júnior César de Medeiros, segundo denúncia do Ministério Público, não agiram sozinhos. Outros quatro PMs respondem pelo crime.

Dezenas de contatos telefônicos entre eles e as viaturas do 7º BPM (São Gonçalo) no dia do crime são indícios encontrados pelo MP da participação deles na morte de Anderson. Ele foi assassinado no lugar da mãe, testemunha do homicídio de Diego Beliene, executado pelos mesmos PMs. A decretação da prisão deles por Patrícia teria sido o motivo da morte da juíza.

No entanto, o caso foi registrado na 74ª DP (Alcântara) como auto de resistência e com atuação de só quatro PMs. Além dos cabos Jeferson e Jovanis, foram à delegacia apenas o sargento Charles Tavares e o tenente Daniel Benitez, todos presos acusados da morte de Patrícia.

A participação dos PMs foi descoberta pela escala de plantão do dia do crime e pelo deslocamento das viaturas. Das ligações entre o bando, 33 foram entre Benitez e o então comandante do 7º BPM, Claudio Oliveira, como O DIA revelou domingo. Preso pela morte de Patrícia, ele não responde pela de Anderson.

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