PM reforça policiamento em favela após chacina que deixou seis mortos

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Crime ocorreu na noite de sexta-feira (25) na comunidade Vai Quem Quer, na Baixada; duas das vítimas foram mortas por balas perdidas

A Polícia Militar reforçou o policiamento na comunidade Vai Quem Quer, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, onde seis pessoas foram executadas em uma chacina, na noite desta sexta-feira (25). A informação é do 15º BPM (Caxias).

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Seis homens foram assassinados a tiros de fuzis quando bebiam num bar na comunidade. Segundo a Polícia Civil, dois mortos tinham envolvimento com o tráfico de drogas na região. Já Moisés Dias Romão, de 51 anos, e Bruno Leonardo Salazar Faustino, de 17, teriam sido vítimas de balas perdidas. Os outros ainda não foram identificados.

Carlo Wrede / Agência O Dia
Corpos foram encontrados na porta de um bar da comunidade Vai Quem Quer, na Baixada Fluminense

O delegado Marcelo Ambrósio, da 60ª DP (Campos Elíseos), disse que não descarta nenhuma hipótese na investigação sobre a chacina, cometida por oito homens em dois carros na rua Jovita Feitosa. Amigos e familiares dos mortos acompanhavam a liberação dos corpos no Instituto Médico Legal (IML) de Duque de Caxias na manhã deste sábado.

“Vamos ouvir familiares e testemunhas para apurar o caso. Não há guerra entre facções criminosas nesta comunidade”, afirmou Ambrósio, lembrando que no local foram encontrados projéteis de fuzis de calibres 762 e 556.

No Palio preto em que algumas vítimas chegaram ao bar, não foram encontradas armas e drogas. A polícia acredita que, se existiam, elas podem ter sido roubadas pelo bando que cometeu o massacre. Um homem identificado pelo apelido de Pará morreu sentado no banco do motorista do Palio. Outro, conhecido como Pitty, foi encontrado ao lado do carro. Eles seriam traficantes, diz a Polícia Civil.

Vítima tinha chegado do trabalho

Segundo a esposa de Moisés, Marilene Vaz Rodrigues, 48 anos, ele teria saído de casa para ver a confusão e acabou sendo atingido. “Ele tinha acabado de chegar do trabalho. Foi mais uma vítima de bala perdida. Tinha filhos”, afirmou Marilene.

A tia do rapaz de 17 anos garantiu que ele era estudante e também não fazia parte do tráfico. Segundo a polícia, com o corpo dele, foi encontrada uma trouxinha de maconha. “Não há guerra entre facções nesta comunidade”, disse o delegado Ambrósio.

Uma moradora que não se identificou afirmou que os tiros assustaram. “Não vi nada, mas os barulho dos disparos foi infernal. Quando saí, só vi os corpos caídos no chão e cheios de sangue”.

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