Foram denunciados o sócio e uma funcionária da empresa TO Tecnologia Organizacional, no 9º andar do prédio, que realizava uma obra no local, além do mestre de obra e os pedreiros

Estadão Conteúdo

Agência Estado

Um dia antes de completar um ano o desabamento do edifício Liberdade e de outros dois prédios vizinhos, no centro do Rio , o Ministério Público Estadual denunciou nesta quinta-feira (24) seis pessoas pelo acidente, que causou a morte de 22 pessoas. Eles são acusados pelo crime de desabamento ou desmoronamento, previsto no artigo 256 do Código Penal.

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AE
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O promotor Alexandre Murilo Graça se baseou no inquérito concluído em maio pela Polícia Federal (PF), que atribuiu o desabamento a reformas irregulares realizadas pela empresa TO Tecnologia Organizacional no 9º andar do prédio.

Foram denunciados Sérgio Alves de Oliveira, sócio e administrador da empresa; Cristiane Azevedo, funcionária administrativa da TO; Gilberto Figueiredo Castilho Neto, André Moraes da Silva, Wanderley Muniz da Silva e Alexandro da Silva Fonseca Santos, que executaram a obra, como mestres de obra e pedreiros.

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O inquérito da PF também responsabiliza o síndico do edifício, Paulo Renha, de 83 anos. Mas ele sofreu uma parada cardíaca e morreu nesta quarta-feira , e por isso não foi denunciado. O desabamento foi investigado pela PF porque os prédios que desabaram eram vizinhos do Theatro Municipal e o acidente teria abalado o imóvel, que é protegido pela União.

O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público Federal, que não denunciou ninguém alegando que não ficou provado nenhum prejuízo ao Theatro e que, por isso, a denúncia caberia ao Ministério Público Estadual.

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