Apagão no Galeão é 'falha humana', diz Dilma

A presidenta negou a existência de uma crise energética no país e alertou sobre a 'confusão' entre 'apagão' e interrupção no fornecimento de energia

Luciana Lima - iG Brasília |

A presidenta Dilma Rousseff avaliou como “falha humana” o apagão que atingiu ontem Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão) , no Rio de Janeiro. De acordo com a presidenta, todo sistema elétrico do aeroporto está velho e precisa ser trocado. As falhas, segundo Dilma, atingem a manutenção do ar condicionado.

“É falha humana no sentido de que aquilo ali tem que ser trocado. O sistema elétrico inteirinho do Galeão tem que ser trocado, tanto é que está licitado."

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Presidência da República
Presidenta Dilma Rousseff participa de café da manhã com jornalistas


“Teve uma sobrecarga por conta do ar condicionado, que chegou a 46ºC e é velho. Então é falha humana porque você tinha que ter trocado. Você tinha que ter se antecipado que temperatura ia subir, você tinha que ter trocado", disse a presidenta durante um café da manhã com jornalistas, nesta quinta-feira (27), no Palácio do Planalto.

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"Há uma tendência humana normal em você atribuir a falha em tudo que não é humano. Em princípio, não há falha que não seja humana", enfatizou Dilma.

Por aproximadamente duas horas, os passageiros que circulavam pelo aeroporto tiveram que enfrentar forte calor. A situação só se normalizou na madrugada de hoje. A confusão no aeroporto teve início por volta das 21h.

Durante o encontro com jornalistas, a presidenta procurou tranquilizar as pessoas sobre uma possível crise energética no país. Segundo ela, essa crise não existe. “Embora eu saiba que há pessoas que tentam confundir apagão com interrupção no fornecimento”, alertou a presidenta.

Dilma também questionou a posição das empresas de energia elétrica que esperavam uma renovação automática de seus contratos de concessão e fizeram lobby no Congresso para derrubar a medida provisória 579.

“Não tem nenhuma obrigação de renovação. Se está amortizado (o investimento), está amortizado”, disse a presidenta.

A medida aprovada pelo Senado aguarda sanção da presidenta. Ela prorroga as concessões do setor elétrico nos termos defendidos pelo governo, que pretende uma redução de 16% para as residências e até 28% para a indústria nas contas de luz.

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