Novo comandante das UPPs toma posse nesta terça-feira

Coronel Paulo Henrique Azevedo já comandou Bope e atuava como chefe do COE. Novo comandante garante que, inicialmente, não haverá mudanças no planejamento das UPPs

O Dia | - Atualizada às

AFP
Policiais da UPP Mangueira foram atacados a tiros na noite de domingo: soldado atingido estava em viatura. Cinco PMs de áreas pacificadas morreram em 2012

O novo comandante da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP) toma posse nesta terça-feira. O escolhido pelo comandante-geral da PM, coronel Erir Ribeiro, foi o coronel Paulo Henrique Azevedo de Moraes, de 47 anos, 28 na Polícia Militar. Ele comandou por um ano e meio o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e esteve à frente também do 12º BPM (Niterói) e do 20º BPM (Mesquita). O coronel atuou também como chefe do Estado-Maior do 1º Comando de Policiamento de Área e atualmente ocupava o cargo de chefe do Estado-Maior do Comando de Operações Especiais (COE). Fazem parte da CPP 28 Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) e um efetivo de aproximadamente sete mil policiais.

Carro-chefe do governo Sérgio Cabral, o projeto das Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs) completa quatro anos nesta quarta-feira e segundo o coronel Erir Ribeiro, a troca no comando faz parte de processo natural na corporação. No entanto, ela pode indicar uma insatisfação com o desempenho de Seabra à frente da coordenação.

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A especulação sobre a mudança começou há três dias, mas somente nesta segunda-feira, o novo comandante, coronel Paulo Henrique Azevedo de Moraes, e o coronel Rogério Seabra Martins, que deixa o cargo, foram comunicados. Seabra chegou no fim de semana do Panamá, onde participou da inauguração de unidade similar à UPP, fruto de convênio entre as polícias do Rio e daquele país, como O DIA mostrou semana passada com exclusividade.

Alessandro Costa / Agência O Dia
Visibilidade de Paulo Henrique é operacional

Já Paulo Henrique — que é subchefe do Comando de Operações Especiais — estava finalizando os planos para a Secretaria de Segurança de Niterói, que assumiria em janeiro. Ele garante que, inicialmente, não haverá mudanças no planejamento das UPPs. “Vamos aprimorar o trabalho, atuando de forma mais concentrada onde for preciso”.

Especialistas em segurança divergiram sobre a mudança. “Conheço o coronel Seabra, e ele fazia um trabalho muito bom, com consciência de que o Complexo do Alemão não é o Santa Marta”, criticou José Vicente da Silva, coronel PM de São Paulo e ex-secretário nacional de Segurança.

“O Paulo, apesar de menos político que o Seabra, tem pós-graduação em Administração e é um excelente nome”, avaliou o sociólogo Paulo Storani, ex-oficial do Bope.

Erir não avalia que a entrada de Paulo Henrique dará às UPPs um perfil mais de confronto, já que o policial atuou em unidades combativas. “Na ocupação das comunidades, o Bope entra primeiro e é quem inicia o trabalho de aproximação com a população. Este trabalho começou quando o coronel Paulo Henrique estava lá”.

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