Alemão ganha reforço de policias de 20 UPPs para conter violência

Medida foi adotada após assassinato de um sargento da Polícia Militar. No sábado (8), morte de supostos comparsas do tráfico gerou toque de recolher na região

O Dia - Angélica Fernandes |

Equipes de 20 UPPs ficarão no Complexo do Alemão por tempo indeterminado para reforço no patrulhamento. Após o toque de recolher do comércio no sábado, a mando do tráfico, ontem, as lojas e o transporte alternativo funcionaram normalmente.

O corpo do sargento da PM Alexandre Antônio Henriques Barbosa, assassinado horas após o confronto com bandidos em Nova Brasília, foi sepultado na tarde de ontem, no Cemitério de Inhaúma. 

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João Laet / Agência O Dia
Após morte de PM, Alemão recebeu o reformo de equipes de 20 UPPs; sábado teve toque de recolher

A família do policial não acredita que a morte do sargento tenha sido por tentativa de assalto, como informou o Coordenadoria de Polícia Pacificadora. “Não levaram nenhum pertence dele. Meu primo morreu porque o reconheceram como policial militar”, desabafou um morador que não quis se identificar.

A Divisão de Homicídios investiga se o PM foi morto em represália após a morte de dois bandidos na noite de sexta-feira, no Morro do Alemão.

Controle de território

A coordenadoria de pacificação informou ontem que o Setor de Inteligência está trabalhando para identificar os responsáveis pela determinação de fechamento do comércio. Para o sociólogo do Laboratório de Análise da Violência da Uerj, Ignácio Cano, a ordem imposta aos comerciantes questiona o controle territorial da comunidade.

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“Esta imposição mostra que há bandos aterrorizando o morro, e isso prova que o patrulhamento não está sendo suficiente. As ações deixam os moradores ainda mais receosos com a pacificação”, explica Ignácio.

Ele aprova a decisão da PM de não obrigar os comerciantes a abrirem suas lojas no sábado. “Seria muito arriscado”, completa. Segundo o sociólogo, a saída para o fim dos confrontos é o reforço no policiamento.

“Que voltem com o Bope e Choque se for preciso. O que não pode é a população ficar acuada. A pacificação precisa ser logo consolidada para não colocar em risco outras UPPs”, disse.

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