Comandante do batalhão de Caxias é exonerado após ação contra tráfico

Tenente-coronel Claudio de Lucas Lima será substituído após a prisão de mais de 50 PMs. Força-tarefa denunciou envolvimento do 15º Batalhão com o tráfico no Rio

iG São Paulo | - Atualizada às

A prisão de mais de 50 policiais militares do 15º BPM (Duque de Caxias) resultou na exoneração do comandante do batalhão, o tenente-coronel Claudio de Lucas Lima. Ele será substituído pelo tenente-coronel Maurício Faria da Silva. A megaoperação realizada na manhã desta terça-feira na Baixada Fluminense e em outros pontos do Rio prendeu, até 17h, pelo menos 60 PMs e outros 11 acusados.

Entenda: Megaoperação prende mais de 50 PMs ligados ao tráfico de drogas no Rio

Osvaldo Praddo / Agência O Dia
Policiais do batalhão de Duque de Caxias são acusados de envolvimento com tráfico de drogas

A força-tarefa, que recebeu o nome de "Operação Purificação", busca cumprir 83 mandados de prisão, sendo 65 de PMs e 18 de traficantes e integrantes da quadrilha. Os policiais – à época lotados no 15º BPM, de acordo com investigações, recebiam propina dos bandidos para não coibir atividades criminosas em 13 favelas de Caxias dominadas por facção criminosa.

Os mandados de busca e apreensão são cumpridos na casa dos denunciados e em batalhões da Polícia Militar. As investigações envolveram equipes da Subsecretaria de Inteligência (Ssinte) da Secretaria de Estado de Segurança (Seseg), pela Coordenadoria de Inteligência da Polícia Militar (CI/PMERJ), pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro e pela Polícia Federal (PF).

Investigações

De acordo com as investigações, os PMs indiciados não se limitavam apenas a receber o “arrego” (nome popular para a propina paga por traficantes) para deixar de reprimir as atividades do Comando Vermelho em Duque de Caxias: eles também sequestravam bandidos e seus familiares; apreendiam veículos do tráfico exigindo dinheiro para devolução; negociavam armas; e realizavam operações oficiais quando o pagamento da propina atrasava.

*com informações de O Dia

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