Advogado foi criticado ao questionar quebra de sigilo telefônico. Acusação rebateu dizendo que informação está nos autos: "O senhor foi lá no júri do Bruno e aprendeu com eles"

O Dia

O primeiro dia do júri popular de Sérgio Costa Júnior, acusado de matar a tiros a juíza Patrícia Acioli, conta com momentos de ataques e provoções entre acusação e defesa. A última cena foi protagonizada pela promotor Leandro Navega que ironizou questionamento do defensor público Jorge Alexandre de Castro Mesquita, que defende o réu. 

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Sérgio Costa Junior, acusado da morte da juíza Patrícia Acioli, durante sue julgamento, nesta terça-feira
Luiz Roberto Lima/Futura Press
Sérgio Costa Junior, acusado da morte da juíza Patrícia Acioli, durante sue julgamento, nesta terça-feira

Ao ser contestado pelo defensor público sobre a exitência da quebra de sigilo telefônico dos envolvidos no assassinato da juíza, Navega atacou: "O senhor olhou, foi lá no júri do Bruno e aprendeu com os advogados de defesa. O seu modo de trabalho não é esse". A referência surgiu do polêmico método dos defensores do goleiro durante o primeiro julgamento do caso realizado em Contagem, Minas Gerais, em novembro deste ano. 

Mãe de Patrícia Acioli chega ao fórum no primeiro dia de júri com camiseta com foto da filha
Fábio Gonçalves / Agência O Dia
Mãe de Patrícia Acioli chega ao fórum no primeiro dia de júri com camiseta com foto da filha

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Navega ressaltou ainda que a análise das ligações de Sérgio para os outros PMs no dia do crime está no processo. "O senhor não leu o processo", atacou. Apesar de ter colaborado com as investigações, Sérgio foi o responsável por 18 dos 21 tiros que atingiram a magistrada.

"Ele não tem que ser beneficiado pela delação premiada. Nós iríamos chegar aos autores independente disso", alega o promotor. Por ter colaborado com as investigações, Sérgio pode ter a pena que pode chegar a 36 anos reduzida, o que não quer o promotor

Defesa do réu

A estratégia da defesa é ressaltar a importância das informações passadas por Sérgio para conseguir a maior redução de pena possível. Advogado do policial, o defensor público Jorge Alexandre de Casto Mesquita adianta que seu cliente vai manter a versão apresentada em seu depoimento em juízo. A defesa deve utilizar três ou quatro testemunhas.

“Se não fosse o depoimento de Sérgio, o processo se reduziria a apenas três acusados, com possível absolvição de todos, diante da fragilidade das provas até aquele momento. Com seu depoimento, o processo sofreu uma reviravolta, e o envolvimento agora é de 11 acusados. Assim, nota-se a importância do depoimento para o desfecho da causa”, defende Mesquita.

*com informações da reportagem de Adriana Cruz

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