Acidente com ônibus no Sambódromo deixa uma mulher morta e vários feridos

Motorista perdeu o controle do veículo atingiu muro da arquibancada do setor 9 deixando 15 pessoas feridas. Família de cobradora acusa condutor de dirigir em alta velocidade

O Dia | - Atualizada às

Uma mulher morreu e pelo menos 15 pessoas ficaram feridas após um ônibus invadir a calçada e bater no muro do setor 9 do Sambódromo, na rua Salvador de Sá, na Cidade Nova, no fim da noite deste domingo. A vítima fatal ainda não foi identificada. Passageiros suspeitam que um problema técnico possa ter provocado o acidente. A família da cobradora acusa o motorista de estar em alta velocidade. O acidente ocorreu por volta das 23h.

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Família de cobradora acusa motorista de dirigir em alta velocidade, no Rio

O ônibus da linha 173 (Rodoviária-Leblon), placa LQG-6507, da Viação Real Auto Ônibus, seguia lotado para a Zona Sul do Rio. Na descida do Viaduto 31 de Março, na alça de acesso para a rua Salvador de Sá, o motorista perdeu o controle do veículo. Ele atravessou a via, subiu a calçada, derrubou a grade de proteção do Sambódromo e atingiu a base do muro da arquibancada do Setor 9. Com o impacto. a frente do veículo ficou completamente destruída. Uma passageira, ainda não identificada, morreu dentro do coletivo.

Segundo o Corpo de Bombeiros, sete pessoas foram socorridas no Hospital Souza Aguiar (HSA), no Centro, e duas no Hospital Miguel Couto (HMC), na Gávea. Outras cinco foram atendidas no local e liberadas. O motorista Josivaldo dos Santos Passos, de 41 anos, a cobradora Liliane Passo de Araújo, 41, e o turista francês Antonie Maurice Clauser, 26, se feriram com maior gravidade. Os dois primeiros estão internados no HSA.

Passageiros informaram a policiais do 4º BPM (São Cristóvão) e aos bombeiros que o motorista teria perdido controle do veículo após um problema técnico. Há suspeita de que a barra de direção tenha quebrado. Algumas das vítimas chegaram a informar que ele teria alertado que não tinha mais controle do coletivo pouco antes de bater.

"Eu pelo menos não ouvi alerta de nada. Ele (motorista) não estava em alta, mas também não estava em baixa velocidade. Acho que ele perdeu o controle. Foi muito rápido. Teve um solavanco e a batida. Eu estava no último banco", contou o arquiteto Rafael de Barros Melo, de 26 anos.

A família da cobradora Liliane apontou o motorista como responsável pelo acidente e denunciou a falta de atenção da empresa com as vítimas. Segundo o pastor Tiago do Passo Alecrim, primo da cobradora, ela sempre comentava que na empresa havia um motorista que era conhecido por dirigir em alta velocidade. Ela afirmou a família após o acidente que a culpa do acidente foi do profissional. Ela chegou a ficar presa entre os bancos do ônibus e foi retirada do veículo pela janela.

O sargento da Aeronáutica. Emilson Braga, tio da cobradora, reclamou da falta de apoio da Viação Real. "A empresa não mandou nem um faxineiro para das assistência. Não mandaram ninguém nem para pegar o dinheiro da cobrança das passagens que estava com a minha sobrinha. Não deram nenhuma assitência até agora", relatou Emilson, durante a madrugada no HSA. Nenhum representante da empresa foi visto no HSA durante a madrugada.

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