Inmet prevê chuva até domingo em toda a região serrana fluminense

Na madrugada de ontem, uma jovem ficou ferida após uma encosta deslizar

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O tempo na região serrana fluminense vai continuar instável, com possibilidade de pancadas de chuvas até o próximo domingo (11), segundo previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A meteorologista Michele Lima disse que as pancadas de chuvas podem ocorrer no período da noite. No domingo, segundo ela, o tempo começa a ficar mais estável.

"Em Nova Friburgo, uma característica do tempo é ter precipitações a qualquer momento. A partir do meio-dia, ele [o tempo] já começa a ficar bastante instável. Então vão ter pancadas de chuvas isoladas que podem ser moderadas. Em uma hora a gente pode ter chuvas de 20 milímetros [mm] a 25mm", disse.

Na madrugada de ontem (7), uma jovem de 18 anos ficou ferida após uma encosta, que fica atrás da casa, deslizar e destruir o imóvel onde estava com o pai. A adolescente foi atendida em um hospital da região e liberada.

De acordo o secretário de Defesa Civil de Nova Friburgo, tenente coronel João Paulo Mori, o deslizamento não foi causado pela chuva. Segundo ele, o pai da adolescente estava construindo um muro de forma irregular, muito próximo da encosta, o que teria contribuído para o acidente.

"Nesse caso, ele [o morador] fez um corte na rocha para construir a casa. Ele estava construindo um muro para segurar a casa nesse barranco. Realmente foi um desbarrancamento descendo sobre a casa dele, que estava muito próxima da encosta, a menos de 1 metro do barranco, e que veio atingir a filha", explicou.

Sobre o sistema de alarme existente em toda a região serrana, que alerta quando os rios das regiões atingem um nível que leva perigo à população, o tenente-coronel declarou que desde novembro do ano passado, quando foram implantadas os equipamentos, são feitas simulações com a população, preparando-a para situações de temporais.

"Este ano nós fizemos o último [treinamento] na quinta-feira (1º), na última localidade a ter a sirene. Não basta só acionar, a pessoa tem que saber para onde ir, o que levar para o ponto de apoio e depois retornar para a sua casa", disse. Onde não existe o sistema de alarme, Paulo More informou que quatro carros da Defesa Civil percorrem as comunidades alertando os moradores.

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