Estudante confessa assassinato de colega e diz que sofria bullying

O estudante José Leandro Pinheiro, de 22 anos, morto na quinta-feira em uma república no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio de Janeiro

O Dia * | - Atualizada às

O delegado Rivaldo Barbosa, da Delegacia de Homicídios (DH), disse em coletiva nesta sexta-feira (26), que o motivo do assassinato de José Leandro Pinheiro, de 22 anos, morto na quinta-feira em uma república no Jardim Botânico , na Zona Sul do Rio de Janeiro, foi ocasionado por bullying de colegas, incluindo da vítima. Bruno Eusébio dos Santos, 26 anos, colega de quarto do rapaz, confessou o crime em depoimento.

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"O caso está esclarecido e sua motivação definida. Bruno confessou o crime por quatro vezes durante o depoimento, na companhia de seus pais e sua tia. Ele diz ter sofrido provocações e brincadeiras desde que chegou na repúplica, há um ano e oito meses. Vamos ouvir novamente todos para apurar que tipo de provocações eram feitas", disse.

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José Leandro Pinheiro, de 22 anos, foi morto em uma república no Jardim Botânico pelo colega de quarto

O delegado disse ainda que este é o quinto caso em que a presença dos pais é fundamental para esclarecer um crime. Ainda segundo o policial, Bruno foi indiciado por homicídio qualificado e poderá pegar de 20 a 30 anos de prisão. Ele será encaminhado neste sábado para o presídio de Bangu 2, na Zona Oeste.

O operador de produção José Erivaldo dos Santos, pai de Bruno, pediu desculpas aos familiares de José Leandro. "Os pais dele estão sofrendo como eu estou. O Bruno só pensava em estudar. Desde criança, era só livro. Ele não aproveitou a juventude", afirmou.

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No dia do crime, Bruno tomou tranquilizantes com vodca e coca-cola e foi dormir ao lado da vítima por volta das 3h da manhã. Segundo Barbosa, o crime não foi premeditado. "Em depoimento, ele disse que era acordado constantemente às 5h da manhã. Na ocasião, Bruno relatou que a tosse de José Leandro o incomodou" afirmou.

Após o crime, o acusado ainda tentou cometer suicídio, ingerindo vodca, coca-cola e tomando dois fracos de tranquilizantes como Calman, Daforin e Rivotril. O delegado destacou que a confissão de Bruno bate com a perícia da polícia.

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"Bruno relatou que estudava sempre de fones, além de ser uma pessoa quieta e reservada. Ele procurou acompanhamento psiquiátrico desde agosto, quando vem tomando os calmantes, e se mostrou arrependido, chorando bastante e não se lembrando do que aconteceu no dia do crime", ressaltou.

Segundo Barbosa, a Justiça vai avaliar se Bruno permanecerá no presídio ou será encaminhado para um manicômio do Estado.

* reportagem de Diego Valdevino

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