Pet shop onde animais eram agredidos é disponibilizado para aluguel

Letreiro do antigo estabelecimento foi arrancado por populares e atirado no lixo

iG Rio de Janeiro * |

Alessandro Costa / Agência O Dia
Cartaz informa na porta do antigo pet shop que estabelecimento está disponível para aluguel

O imóvel onde funcionava o pet shop Quatro Patas, no bairro do Engenho de Dentro, na zona norte do Rio, está disponível para aluguel desde a manhã desta sexta-feira (15). Durante a madrugada, o local foi vigiado pelos donos do imóvel – que não possuem relações com a antiga proprietária do estabelecimento onde animais eram agredidos – para evitar que o local fosse depredado.

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A suspensão do alvará de funcionamento do pet shop está em andamento, segundo informou a Secretaria Especial de Ordem Pública (Seop), da Prefeitura do Rio. De acordo com a Seop, para ser finalizado, o processo depende do parecer de uma secretaria responsável. Com o fechamento do pet shop, o letreiro do antigo estabelecimento foi arrancado por populares e atirado no lixo.

Alessandro Costa / Agência O Dia
Letreiro do pet shop onde animais eram agredidos foi arrancado por populares e jogado no lixo

O filho da dona do pet shop foi flagrado agredindo cachorros que eram levados para banho e tosa no local. As imagens foram gravadas há cinco meses por uma testemunha e exibidas na tarde de quinta-feira (18) pela TV Globo. A dona da loja disse que não sabia das agressões e pediu desculpas aos clientes. O filho dela, de 20 anos, pode ser condenado a até um ano de prisão por maus tratos a animais.

As imagens mostram Daniel Barroso agredindo pelo menos quatro cães (um labrador, um shih-tzu, um yorkshire e uma vira-lata). Ele dá soco e tapas, tenta enforcar e afogar os animais e bate na cabeça deles com um frasco de xampu. O autor da gravação não quis se identificar.

O caso foi registrado na 26ª DP (Todos os Santos). A Lei Federal 9.605/98 prevê, em seu artigo 32, pena de três meses a um ano de prisão e multa a quem "praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos".

Os donos dos cães relataram que os animais voltavam tristes e depressivos do estabelecimento, e alguns tinham resistência em entrar na loja. “O Daniel buscava o Oliver para tomar banho às quartas-feiras. Quando ele entrava no carro, fazia xixi. Voltava deprimido e dormia o dia todo”, contou a empresária Roberta Fontes, 25 anos, dona de Oliver, um Chow Chow de 9 anos. “Chorei vendo as imagens”, acrescentou ela.

* com informações da Agência Estado e do jornal O Dia

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