Ministério Público denuncia quadrilha por extorsão e morte no Rio de Janeiro

Grupo liderado por policial militar é acusado de crimes como homicídio, extorsões de moradores e venda ilegal de gás

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O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou nesta quarta-feira uma quadrilha acusada de uma série de crimes – homicídio qualificado, extorsões de moradores e comerciantes, venda ilegal de gás e TV a cabo – no bairro de Saracuruna, em Duque de Caxias, na região metropolitana. Foram 12 pessoas citadas, entre elas três policiais militares, e nove estão presas.

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A denúncia foi encaminhada à Justiça pela 3ª Central de Inquéritos do MPRJ, responsável pelas investigações que desarticularam o grupo. O documento relata que os criminosos usavam de violência para convencer moradores e comerciantes da cidade a pagar por proteção, ou seja, era cobrada, sob ameaça com arma de fogo, uma "taxa de segurança". Além da extorsão, a milícia exigia comissões sobre venda de imóveis, comercializava clandestinamente combustível, cestas básicas, gás e TV a cabo.

O grupo também negociava com traficantes, afirma o MPRJ. A quadrilha exigia dinheiro e armas para não denunciar ou prender os responsáveis pelo tráfico de entorpecentes na região.

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O ministério afirma ainda que foram mortas as pessoas que se recusaram a acatar as regras da milícia, e que os homicídios geralmente ocorriam à luz do dia e em locais de aglomeração urbana. Com base nas investigações, o MPRJ detalhou o papel que cada acusado tinha dentro da organização, liderada pelo policial militar Luiz Felipe Nunes de Souza.

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