Megaoperação da polícia no Rio de Janeiro deixa um morto

Trezentos e cinquenta agentes buscaram suspeitos de envolvimento com a chacina de Mesquita, que deixou seis jovens mortos

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Após uma megaoperação das polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro em busca de suspeitos de envolvimento com a chacina de Mesquita, na Baixada Fluminense, um homem foi morto durante uma troca de tiros, três menores apreendidos e dez pessoas foram presas. Nenhuma delas, entretanto, tem envolvimento com as mortes da Favela da Chatuba, no último sábado, quando dez pessoas foram assassinadas por traficantes da região. De acordo com a polícia, todos os suspeitos tinham envolvimento com o tráfico de drogas.

Na operação, foram apreendidas drogas, pistolas, uma metralhadora antiaérea, uma granada e munições. Trezentos e cinquenta policiais participaram da ação, que contou ainda com blindados e helicópteros. Os agentes percorreram seis favelas da zona norte do Rio comandadas pela mesma facção criminosa que atua na Chatuba. A polícia acredita que os suspeitos envolvidos na chacina tenham fugido para a Favela do Chapadão, onde se concentraram as buscas.

Nesta sexta-feira, a última vítima da chacina, José Aldecir da Silva Júnior, foi sepultada no Cemitério de Cabral, em Nilópolis. Ele foi encontrado em uma área do Exército utilizada pelos traficantes como refúgio. De acordo com as investigações, ele teria sido capturado após presenciar a morte de um pastor que percorria a região dominada pelos criminosos. Além deles, seis jovens foram capturados, torturados e mortos na favela. Um policial militar também foi assassinado no local e uma ossada ainda não identificada também foi encontrada.

O secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, visitou a região na manhã desta sexta-feira para avaliar a implantação de duas bases independentes da PM. Ele descartou a possibilidade de criação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). "Não posso aceitar que haja entre oito e dez homicídios nesta região. Temos que quebrar o paradigma desse jeito estúpido de o tráfico agir, que é demarcar territórios e deixar a comunidade refém", afirmou Beltrame.

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