Chefão da Chatuba participou de sequestro e sumiço de empresário em 2003

Traficante conhecido como Juninho Cagão é apontado como o mandante da chacina de seis jovens na Baixada Fluminense no último fim de semana

Mario Hugo Monken iG Rio de Janeiro |

Agência O Dia
Traficante Juninho Cagão suspeito de ser o mandante de chacina na Baixada Fluminense

Apontado pela polícia como o principal suspeito de ser o mandante da chacina de seis jovens, em Mesquita, na Baixada Fluminense, o chefe do tráfico na favela da Chatuba, Remílton Moura da Silva Júnior, o Juninho Cagão, é acusado de ter participado do sequestro e desaparecimento de um empresário há nove anos, em Coelho da Rocha, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. O corpo, até hoje, não foi encontrado.

Segundo as investigações na época, Juninho Cagão e quatro comparsas sequestraram a vítima no dia 2 de novembro de 2003 na sede da empresa, uma distribuidora de bebidas. O objetivo do bando era pedir um resgate de R$ 1,5 milhão para liberar o empresário.

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No mesmo dia, o grupo ainda roubou o cofre da empresa e agrediu o irmão do empresário. Na ocasião, o cofre foi levado para a favela de Vigário Geral, na zona norte da capital.

Para abordar a vítima, os integrantes da quadrilha simularam ser policiais federais e foram até a empresa sob o pretexto de estarem procurando pelo empresário. Quando a vítima saía do escritório, foi forçada a retornar, acabou espancada e levada para o cativeiro.

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Um dia depois, os bandidos telefonaram para a irmã do empresário e pediram o resgate de R$ 1,5 milhão. A DAS (Divisão Anti-Sequestro) foi acionada e começou a investigar o crime.

Antes de praticar o crime, os bandidos obtiveram informações sobre o dia a dia da vítima.

O corpo do empresário até hoje não foi encontrado. Especulou-se que ele tenha sido jogado no rio Meriti.

Em 2009, Juninho Cagão teria ajudado os traficantes do Comando Vermelho (CV) a esconder na Chatuba armas que foram usadas na invasão ao morro dos Macacos, em Vila Isabel, na zona norte da capital. Na ação, um helicóptero da PM foi derrubado a tiros e três PMs morreram.

Segundo a Polícia Civil, vinculado ao CV, Juninho Cagão estaria controlando os acessos à cachoeira onde os jovens foram se divertir no último sábado (8). As investigações indicam que os rapazes foram mortos porque morariam no bairro do Cabral, em Nilópolis, que seria controlado por uma facção rival ao CV.

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