Jovens foram mortos porque moravam em bairro dominado por facção rival

Corpos das vítimas foram achados às margens da Rodovia Presidente Dutra

iG Rio de Janeiro |

Responsável pelas investigações sobre as mortes de seis jovens no município de Mesquita , na Baixada Fluminense, o delegado Júlio Silva Filho, da 53ª DP (Mesquita), disse ao iG nesta segunda-feira (10) suspeitar que os rapazes foram assassinados só porque moravam em um bairro cujo tráfico é dominado por uma facção rival ao dos traficantes da comunidade da Chatuba, apontados como os autores do crime. Os assassinos teriam agido a mando do chefe do tráfico no local, Remílton Moura da Silva Júnior, o Juninho Cagão.

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De acordo com o delegado, os jovens moravam no bairro do Cabral, em NIlópolis, que seria dominado pelo Terceiro Comando Puro (TCP). Na Chatuba, atua o Comando Vermelho (CV). Segundo Júlio Silva Filho, nenhum dos mortos tem envolvimento com o crime.

O delegado informou que investiga outras três mortes ocorridas na Chatuba durante o fim de semana, entre elas a de um pastor evangélico e a do cadete da PM Jorge Augusto de Souza Alves Júnior , de 34 anos. Segundo Júlio, esses homicídios foram fatos isolados e nada têm a ver com o caso dos jovens, mas foram cometidos pelo mesmo grupo.

Os corpos dos rapazes foram achados em uma lona, com marcas de tiros, sem roupa e amarrados às margens da Rodovia Presidente Dutra, no bairro da Jacutinga, em Mesquita. Os adolescentes, que tinham entre 16 e 19 anos, desapareceram no último sábado (9), após terem ido para uma cachoeira no Parque Municipal de Mesquita.

Segundo reportagem do telejornal RJTV, da TV Globo, uma testemunha disse que o pai de um dos rapazes ligou para o telefone do filho. Um homem atendeu e disse que era para ele fazer outro herdeiro porque aquele já era.

Confira:  Morte de PM em Mesquita teria sido oferecida como presente a traficante

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