Enterrado corpo de taxista que morreu ao tentar impedir fuga de passageiros

Casal de adolescentes queria sair do veículo sem pagar a conta e assassinou motorista

iG Rio de Janeiro |

Foi enterrado no início da tarde deste sábado (8) o corpo do taxista Ercole Castro Silveira, de 58 anos. O sepultamento ocorreu no cemitério de Alcântara, no município de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Muito abalada, a família da vítima não falou com a imprensa.

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Ercole foi assassinado por um casal de adolescentes na noite da última quinta-feira (6), na Linha Amarela, uma das principais vias expressas do Rio. De acordo com a Polícia Civil, os menores tentaram fugir do táxi sem pagar a corrida e, ao tentar detê-los, o motorista foi espancado e morto.

Segundo a Divisão de Homicídios da Polícia Civil, o crime ocorreu por volta das 19h30. Vindos de São Paulo, os adolescentes estavam na Rodoviária Novo Rio e, lá, conheceram um homem que estaria vendendo drogas no terminal. Ele teria informado aos menores que na Cidade de Deus os dois conseguiriam comprar mais entorpecentes para vender em outros lugares.

Os adolescentes pegaram, então, o táxi de Ercole para ir à favela. Sem dinheiro para pagara a corrida, eles montaram um plano para fugir do veículo quando estivessem próximos à Cidade de Deus. O rapaz pediu ao motorista para urinar e, já do lado de fora do carro, ele correu. Ao perceber a fuga, o motorista segurou a moça cúmplice pelas pernas.

O adolescente voltou para ajudar a parceira e ambos começaram a agredir o taxista. De acordo com o laudo do Instituto Médico Legal, a vítima sofreu traumatismo craniano, afundamento da face e sangramento nos pulmões. A polícia informou ainda que Ercole foi asfixiado pelo próprio sangue.

Os adolescentes foram presos e, com eles, estavam R$ 90 em espécie, malas, celulares e duas cápsulas de cocaína. Os dois foram autuados por fato análogo ao crime de homicídio qualificado (por serem menores de idade) e encaminhados à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).

Ercole também era pastor da Igreja Cristã Missionária, no bairro de Santíssimo, zona oeste do Rio, e trabalhava na cooperativa Central Táxi há 25 anos.

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