Biblioteca Nacional afirma que investe para melhorar prevenção contra incêndio

Nota do órgão diz que administração atual sempre teve preocupação com segurança do prédio e acaba de instalar sistema de alarme contra fogo, em investimento de R$ 1,2 milhão

Raphael Gomide iG Rio de Janeiro | - Atualizada às

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Hidrantes é obstruído por móveis em sala da biblioteca. O relatório aponta três casos, mas a assessoria diz que é só um

A Biblioteca Nacional (BN) informou, por meio de nota da assessoria de comunicação, que vem tomando medidas para melhorar a prevenção de incêndio de seus prédios. "Quando a atual diretoria tomou posse, há 18 meses, uma das maiores preocupação foi com a prevenção a incêndio", diz a nota.

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De acordo com a assessoria, foi pedido um laudo para a brigada contra incêndio com o objetivo de saber exatamente o que era preciso para deixar o prédio mais seguro.

Segundo a BN, os extintores de incêndio foram substituídos há cerca de três meses e "estão regularmente mantidos em todos os prédios", em número adequado e no prazo de validade.

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Diferentemente do apontado pelo relatório técnico encomendado pela Biblioteca Nacional, a assessoria afirma que "os hidrantes estão em áreas de circulação". "Apenas um hidrante instalado no quinto andar do prédio-sede está entre divisórias sem trancas, que não impedem o acesso ao local", afirma a nota.

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A BN admite haver um bloqueio de portas de escape, mas afirma que se trata de "um caso pontual" no quinto andar do prédio-sede. "O elemento existente não é uma mureta. Trata-se de uma canaleta do duto do ar condicionado."

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Mureta impede abertura de porta que seria usada para evacuação. Para a biblioteca, é apenas uma canaleta do duto do ar condicionado

Sobre a falta de sinalização de hidrantes, extintores e rotas de escape generalizada, apontada pelo relatório técnico a que o iG teve acesso, a assessoria da BN disse que "a rota de escape está planejada e o treinamento será realizado em breve". O exercício será elaborado pela "brigada responsável pela segurança e prevenção de incêndio da Biblioteca Nacional, que é permanente no prédio".

De acordo com a Biblioteca Nacional, a brigada de incêndio, composta por quatro agentes, funciona 24 horas e faz "verificações diárias e mensais". O iG apurou, porém, que apenas um brigadista trabalha por turno - o que pode ser pouco em caso de incêndio real. 

"Alguns dos servidores e dos terceirizados já foram treinados para apoio em caso de necessidade. Dentro da equipe de prevenção, a brigada treinou seguranças da Biblioteca Nacional que estão preparados no auxílio para escape e combate a incêndio e outros riscos."

Investimentos em alarme de incêndio de R$ 1,2 milhão e reformas prediais

A assessoria afirmou que a Casa investiu "mais de R$ 1,2 milhão na instalação do novo e moderno Sistema de Detecção de Alarme de Incêndios (SDAI) no prédio-sede". "Em outubro, haverá uma simulação de treinamento de escape com a Biblioteca em “funcionamento”, para mostrar e auxiliar todos os funcionários da casa a prevenir e melhor se organizar no caso de algum problema."

A BN reconhece que a última grande intervenção no edifício foi nos anos 1980 e desde então só houve obras pontuais. Ponderou que vem se esforçando para fazer mudanças, porém o fato de ser uma instituição pública dificulta a agilidade dos processos.

A assessoria informou que ocorreu pregão dia 27 para "modernização das instalações elétricas do prédio-sede". No total, R$ 750 mil serão gastos para diagnosticar e detalhar os materiais e serviços necessários. A implantação do projeto deve ocorrer em seis meses.

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Sistema de ar-condicionado fica exposto, sem proteção física ou preventiva. Biblioteca promete conserto e substituição

No fim do mês passado, houve ainda assinatura de contrato para recuperação do sistema de ar-condicionado 2, no valor de R$ 226 mil. A previsão é que a operação esteja finalizada em 90 dias. Até dezembro, deve ser lançado edital para substituir o sistema de ar-condicionado principal, em investimento estimado de R$ 1,5 milhão.

Há previsão de restauração da fachada e de esquadrias do prédio-sede, com gastos de R$ 17 milhões. Os armazéns de obras gerais e de periódicos serão pintados, por cerca de R$ 200 mil.

Segundo a BN, um dos andares do prédio anexo, na região portuária, começará a ser desocupado até o fim do mês para a futura instalação do canteiro de obras.

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