Polícia Civil-RJ: Presos delegado e inspetores suspeitos de corrupção

Bando atuava na delegacia de Piabetá (66ª DP) e cobrava propina de comerciantes na Baixada Fluminense. Reportagem do iG de janeiro revelou investigações sobre o esquema

iG Rio de Janeiro | - Atualizada às

A partir de investigação iniciada pela Corregedoria Interna de Polícia Civil do Rio de Janeiro, um delegado e seis inspetores que trabalhavam na delegacia de Piabetá (66ª DP), na Baixada Fluminense, foram presos nesta quinta-feira (30) suspeitos dos crimes de concussão, corrupção passiva, formação de quadrilha e usurpação de função pública.

Segundo as investigações, o grupo, que contava com um homem que fingia ser policial, exigia dinheiro de comerciantes e prestadores de serviço da região.

A cobrança de propinas começou em fevereiro do ano passado depois que um dos inspetores, ao ser transferido da delegacia, repassou o esquema a esses policiais.

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A investigação sobre o esquema de corrupção na delegacia de Piabetá e que resultou na prisão dos agentes suspeitos foi revelada  em reportagem do iG no dia 5 de janeiro .

De acordo com a denúncia,  o delegado Carlos Alberto Quelotti Villar, à época titular da 66ª DP, chefiava as ações dando ordens aos agentes. Heldongil Azevedo Aleixo, conhecido como Cigano, descreve a denúncia, tinha livre acesso às dependências da delegacia e agia como se fosse policial, utilizando inclusive armas de fogo.

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Segundo as investigações, na divisão de tarefas do grupo, Renato e Edmundo, lotados no setor de investigações, atuavam como homens de confiança do delegado, sendo responsáveis pela operacionalização do esquema de corrupção.

Cigano, segundo a denúncia, era o único do bando a manter contato pessoal com as vítimas, utilizando-se muitas vezes da arma para intimidá-las e cobrava as propinas mensalmente, com valores que variavam entre R$ 100 e R$ 400. Proprietários de ferros-velhos; depósitos de gás, lan houses e mototaxistas eram os alvos preferidos dos policiais de acordo com as investigações.

De acordo com o corregedor Interno da Polícia Civil, delegado Gilson Emiliano, os policiais responderão processo disciplinar, cuja pena pode ser a demissão. Todos os envolvidos foram presos, na manhã desta quinta-feira, em suas residências, em cumprimento a mandado de prisão preventiva, expedido pela Justiça, e encaminhados para o presídio Bangu 8, na zona oeste da capital.

Segundo a assessoria de imprensa da Polícia Civil, a chefia do órgão vem atuando no sentido de combater e punir qualquer tipo de transgressão disciplinar praticada por autoridades policiais e agentes no cumprimento do dever.

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