Polícia afasta titular de DP onde atuava inspetor envolvido com o jogo do bicho

Delegado Henrique Pessoa, da 4ª Delegacia Policial, perdeu o cargo. Operação contra o jogo ilegal prendeu 18 pessoas, entre elas PMs suspeitos

iG Rio de Janeiro | - Atualizada às

Por determinação da chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegada Martha Rocha, o titular da 4ª DP (Central do Brasil), Henrique Pessoa, foi afastado do cargo, após o chefe de investigações do distrito policial ter sido preso na operação desencadeada nesta quarta-feira (29) pela Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança Publica para combater uma quadrilha que explora o jogo do bicho na capital.

Leia tambémPolícia faz operação para desarticular quadrilha do jogo do bicho no Rio

A ação resultou na prisão de 18 pessoas, entre elas outros policiais civis e também PMs. Ao todo, segundo o Ministério Público Estadual, foram denunciadas 35 pessoas pelos crimes de exploração ilegal de jogo de azar, formação de quadrilha, corrupção passiva e ativa e violação de sigilo funcional, 

A denúncia informou que o chefe do grupo é Evandro Machado dos Santos, o “Bedeu. Faziam parte do bando também o filho de Bedéu, Alessandro Ferreira dos Santos, o capitão Anderson Luiz de Souza,  e os sargentos Marcos Aurélio das Chagas, vulgo “Chagas”, e Marcos André dos Santos, o “André”, todos do 5º BPM (Praça da Harmonia), e o inspetor Weber Santos de Oliveira, da 4ª DP (Central do Brasil).

“Estes denunciados formaram uma organização voltada para a exploração ilegal de jogo de azar não autorizado conhecido como ‘jogo do bicho’, atuando nas áreas dos bairros da Central do Brasil, da Gamboa, da Saúde e parte de São Cristovão. (...) Para a realização da atividade ilegal do jogo, a organização atua corrompendo agentes públicos, em especial policiais civis e militares, para que estes não realizem seu dever de ofício, ou seja, a repressão ao ‘jogo do bicho’.

Além disso, a organização conta com diversos integrantes, que, sem autorização legal ou regulamentar, usam armas de fogo para exercer a segurança dos chefes e dos ‘pontos do jogo do bicho’, bem como dar proteção ao transporte dos valores arrecadados com o jogo e que se destinam ao pagamento da corrupção”, narra trecho da denúncia.

O grupo, de acordo com as investigações da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria Estadual de Segurança Pública e do monitoramento dos terminais telefônicos narrados na denúncia, efetuava pagamentos mensais e em dinheiro para a 4ª DP (Praça da República), para a 17ª DP (São Cristóvão) e para o 5º BPM. “

Ainda de acordo com a denúncia, que os pontos situados na área da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do morro da Providência, no Santo Cristo, na zona portuária) recebiam um pagamento semanal, para que a atividade ilegal não fosse reprimida.

Durante a interceptação telefônica efetuada, os denunciados foram flagrados na realização da logística não só do jogo de azar, bem como em ações que visavam arregimentar e corromper funcionários públicos (policiais civis e militares) de forma a não existir repressão a atividade contravencional. Inclusive, em quatro oportunidades, com as informações do monitoramento telefônico, seguiram a cadeia de comando da organização criminosa, conseguindo flagrar o momento em que o dinheiro da propina era entregue ao agente público”, relata a denúncia.

    Leia tudo sobre: corrupção policialjogo do bicho

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG