Caso Rafael Mascarenhas: Ex-PMs que teriam recebido propina são condenados

Ex-policiais acusados de receber propina para liberar o carro que atropelou o filho da atriz Cissa Guimarães pegaram cinco anos de prisão. Mascarenhas morreu no dia 20 de julho de 2010

iG Rio de Janeiro | - Atualizada às

George Magaraia
Homenagens a Rafael Mascarenhas no camarim de Cissa Guimarães

A Auditoria Militar do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou nesta quinta-feira (23) os ex-policiais militares Marcelo José Leal Martins e Marcelo de Souza Bigon a cinco anos de prisão em regime semiaberto pelos crimes de corrupção passiva, falsidade ideológica e descumprimento de missão.

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Os ex-PMs foram acusados, quando estavam na ativa, de receberem propina para liberar o carro que atropelou e matou o músico Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães. O fato ocorreu no dia 20 de julho de 2010, no túnel Acústico, na Gávea, na zona sul da capital fluminense.

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Ambos foram expulsos da corporação. Como estão em liberdade, a Justiça lhes concedeu o direito de assim permanecer até o trânsito em julgado da sentença penal condenatória, quando não couber mais recursos.

Relembre o caso

Rafael Mascarenhas andava de skate no túnel Acústico, que estava interditado para carros, quando foi atropelado. Ele chegou a ser levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Uma testemunha disse à polícia que dois carros trafegavam em alta velocidade pelo túnel antes do acidente.

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Em depoimento, o atropelador Rafael Bussamra disse que não sabia da interdição no tráfego na hora do acidente.

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A perícia feita pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), da Polícia Civil, no carro de Bussamra apontou que o automóvel estava a uma velocidade de aproximadamente 100 km/h quando atropelou o filho de Cissa Guimarães. De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio (CET-Rio), a velocidade máxima permitida no Túnel Acústico é de 70 km/h.

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O pai de Rafael Bussamra, Roberto Bussamra, disse em depoimento, que pagou R$ 1 mil para os PMs, que teriam pedido inicialmente R$10 mil, para que os militares não apreendesse o veículo do filho.

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