Servidores públicos federais fazem manifestação no centro do Rio

Ato faz parte de protestos que ocorrem nesta quinta-feira (9) em todo o país

iG Rio de Janeiro | - Atualizada às

ALEX RIBEIRO/AE
Servidores federais em greve marcham no centro do Rio de Janeiro

Entidades que representam os servidores públicos federais realizam um protesto na Avenida Rio Branco, no centro do Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira (9). Organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal no Estado do Rio de Janeiro (Sintrasef), a manifestação ocorre por melhores condições salariais e de trabalho .

O Centro de Operações da Prefeitura do Rio informou que cerca de 200 pessoas estão presentes no ato. A concentração começou às 10h, na Candelária, e seguiu por volta do meio-dia pela Avenida Rio Branco. No momento, duas faixas da via estão liberadas ao tráfego. Os manifestantes ocupam o restante da avenida, na altura da rua do Ouvidor, e se deslocam no sentido Cinelândia.

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O protesto ocorre um dia após policiais federais fecharem quatro pistas - duas em cada sentido - da Ponte Rio-Niterói, durante três horas para a realização de uma operação-padrão. A ação, que consistiu em uma revista minuciosa de carros que trafegavam pela via, causou congestionamentos de mais de 20 quilômetros.

O trânsito também ficou tumultuado devido a um ônibus que teve uma pane elétrica na altura do vão central da ponte, durante a operação. Ainda nesta quinta-feira estão previstas manifestações em todos os estados da federação. 

Operação-padrão no Galeão

No Aeroporto Internacional Antonio Carlos Jobim, o Galeão, localizado na zona norte da cidade, desde as 15h30 desta quarta-feira (8) policiais federais distribuem panfletos nos terminais de embarque explicando os motivos da greve, cuja principal reivindicação é o aumento do salário base de R$ 7 mil para R$ 13 mil.

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Além disso, uma operação-padrão, que consiste na revista minuciosa de bagagens e documentos, é realizada na fila do embarque internacional. No entanto, de acordo com a Infraero, não há formação de grandes filas. O tempo de demora na revista - que normalmente é de cinco minutos - passou em média para 25 minutos. 

Esse tipo de procedimento só era realizado em rotas consideradas vias internacionais do tráfico de drogas, mas desde ontem, todos os passageiros estão sendo revistados rigorosamente. Já o serviço de emissão de passaportes está prejudicado. Somente pedidos considerados de emergência - que são viagens marcadas até o próximo domingo - estão sendo liberados. Na próxima sexta-feira (10), haverá uma assembleia para decidir a continuidade ou não da greve.

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