Comissão irá buscar desaparecidos de tragédia na região serrana do RJ

Após 18 meses da tragédia que chocou o País na região serrana do Rio de Janeiro, o governo federal criou uma comissão especial para revisar o número oficial de mortos

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Após 18 meses da tragédia que chocou o país na região serrana do Rio de Janeiro, o governo federal criou uma comissão especial para revisar o número oficial de mortos e assistir às famílias que ainda enfrentam dificuldades no reconhecimento dos corpos e na liberação de benefícios sociais.

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A partir de quarta-feira, uma equipe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, formada por advogados, assistentes sociais e psicólogos, inicia uma força-tarefa nas cidades afetadas pela tragédia que deixou, segundo a lista oficial, 905 mortos e 191 desaparecidos.

Imagens revelam os estragos feitos pelas chuvas no Rio

Apesar da contagem oficial, familiares de vítimas e especialistas em resgate questionaram os números divulgados pelos governos municipal e estadual. 

Segundo os depoimentos, moradores e familiares relatam casos de parentes mortos ainda sem atestado de óbito, à espera de exames de DNA, e vítimas que não constam nas listas oficiais.<p>

O vice-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, que acompanhou os resgates nas cidades de Teresópolis, Nova Friburgo e Petrópolis, admitiu nesta segunda-feira que o número de vítimas pode ser maior que o declarado oficialmente.

Infográfico mostra como a chuva fez a terra ceder na região serrana do Rio

"Reconheço que em Teresópolis podem haver mais desaparecidos soterrados. Foram montanhas de pedras que desmoronaram, era impossível retirar tudo", afirmou. Pezão,

Entretanto, negou que houve negligência nas buscas.

"Ficamos lá por quase 60 dias, naquele estado não havia como retirar mais ninguém com vida", afirmou.

De acordo com a Secretaria de Direitos Humanos, a força-tarefa terá como base os Centros de Referência em Direitos Humanos (CRDH) em Nova Iguaçu e Petrópolis, no Rio, e também de Juiz de Fora, em Minas Gerais.

Os integrantes da comissão irão visitar famílias desabrigadas pelos desmoronamentos para mapear as denúncias. O governo do Rio e as prefeituras municipais também vão acompanhar os trabalhos, por meio das secretarias de assistência social.

A força-tarefa vai cruzar as informações das listas de desaparecidos e mortos com os cadastros de programas sociais, cartórios, órgãos do governo para encontrar falhas na notificação dos óbitos.

Além disso, os técnicos da Secretaria vão atender aos familiares para tentar diminuir a burocracia relacionada à liberação de atestados de óbitos e exames de DNA, que ainda não foram concluídos.

Os moradores também reclamam da demora na construção das casas e apartamentos para as vítimas desalojadas.

"Na última sexta-feira conseguimos a emissão de posse do terreno em Petrópolis para a construção dos apartamentos. Devem ser entregues até 2014. Em Friburgo, já no final do ano iniciamos as entregas", afirmou Pezão.

"É uma luta, não temos recursos para tudo". O governo federal também estuda lançar um programa nacional para o enfrentamento de catástrofes. O PAC da Prevenção, como vem sendo chamado, irá definir atribuições dos diferentes órgãos governamentais e investimentos em ações preventivas.

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