Morta por bala perdida, Bruna, 11 anos, é enterrada sob acusações contra o Bope

Menina foi atingida no abdômen após atravessar a rua, apavorada com tiroteio. Cartazes faziam referência a "Bope assassino" e a "Mais uma vítima deles"

iG Rio de Janeiro | - Atualizada às

Agência Estado
Protesto marcou enterro de Bruna, 11 anos, atingida por bala perdida em operação do Bope na Pedreira

Sob protesto de amigos e parentes, foi enterrada neste sábado Bruna da Silva Ribeiro, 11 anos, atingida no abdômen nesta sexta (27) por uma bala perdida no morro da Quitanda, durante operação do Bope no Complexo da Pedreira, em Costa Barros (zona norte do Rio). Ela morreu na noite de sexta, no Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes.

Leia mais: Morre menina de 11 anos atingida por bala perdida em favela do Rio

Agência Estado
Mãe de Bruna é consolada por parentes e amigos, no enterro da filha de 11 anos

Cerca de 150 pessoas foram ao cemitério do Caju e muitos levavam cartaz protestando contra a morte, insinuando que seria responsabilidade do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais).

Era possível ler cartazes com os dizeres "Queremos paz e justiça", "Bope assassino", "Mais uma vítima deles" e "Queremos viver em paz".

Leia ainda: Ataque a UPP do Alemão foi reação do CV a operações após resgate em delegacia

Bruna foi alvejada durante um tiroteio entre PMs do Bope (Batalhão de Operações Especiais) e traficantes. Segundo a PM, ela se assustou com os tiros, se afastou da mãe, cruzou a rua e acabou atingida por acidente. Foi socorrida por PMs do Bope e levada para uma UPA (Unidade de Pronto-Atendimento) e, depois, para o Hospital Carlos Chagas quando chegou com parada cardíaca.

Bruna foi submetida a uma cirurgia que durou cerca de quatro horas e recebeu transfusão de sangue. No entanto, não resistiu aos ferimentos.

O tiroteio na Quitanda começou depois que PMs do Bope prenderam dois suspeitos com uma pistola e radiotransmissor. Após a menina ser baleada, moradores fizeram um protesto na estrada de Botafogo. Eles colocaram fogo em pneus e pararam cinco ônibus, que ficaram atravessados na pista. Alguns coletivos foram parcialmente destruídos pelos manifestantes.

A PM informou que o Bope vai abrir um procedimento administrativo para apurar o caso. Ainda não se sabe da onde veio o tiro que atingiu e matou Bruna.

    Leia tudo sobre: Clique para inserir palavras chave

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG