PMs suspeitos de matar o menino Juan irão a júri popular

Caso ocorreu em junho do ano passado em comunidade da Baixada Fluminense

iG Rio de Janeiro | - Atualizada às

Aline Custódio/Agência O Globo
Mãe de Juan exibe a foto do filho

O juiz Márcio Alexandre Pacheco da Silva, da 4ª Vara Criminal de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, decidiu nesta sexta-feira (27) que os quatro PMs acusados da morte do menino Juan Moraes, de 11 anos, em junho do ano passado, durante uma operação do 20º BPM, na favela Danon, na mesma cidade, irão a júri popular.

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O magistrado manteve ainda a prisão preventiva dos acusados Isaias Souza do Carmo, Edilberto Barros do Nascimento, Ubirani Soares e Rubens da Silva, que serão julgados pelo Tribunal do Júri. O magistrado manteve as prisões preventivas dos réus.

Os PMs são acusados da prática de dois homicídios dolosos qualificados pelo motivo torpe e pelo emprego de recurso que dificultou a defesa das vítimas e duas tentativas de homicídios dolosos, também duplamente qualificados, em face de Igor Souza Afonso, Juan Moraes, o irmão dele, Wesley Felipe Moraes da Silva, além de Wanderson dos Santos de Assis.

Segundo o juiz, “há indícios suficientes de autoria e participação, prova da materialidade, tipicidade e ilicitude da conduta delituosa imputada, inclusive, das qualificadoras, delineadas nas provas orais” para que o caso seja julgado pelo Júri popular.

Quanto às prisões, o magistrado afirmou estar convencido da “essencialidade” delas. Além disso, explicou que “não houve alteração no quadro fático que propiciou a decretação e manutenção de suas custódias”. E ainda: “Elas são asseguradoras do bom curso da instrução processual e garantia da ordem pública”, disse o juiz Márcio Alexandre Pacheco da Silva.

Entenda o caso

Juan desapareceu após ser baleado em um confronto na favela Danon, no dia 20 de junho de 2011. No tiroteio, uma pessoa morreu e duas pessoas foram atingidas, entre elas o irmão mais velho de Juan, Wesley, de 14 anos.

Na época, o irmão de Juan contou que o menino também foi baleado e o viu caído no chão. Após isso, o garoto não foi mais visto.

Semanas depois, o corpo de Juan foi encontrado dentro do rio Botas, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense.

Quando o cadáver foi achado, peritos chegaram a informar que era de uma menina. No entanto, houve um erro de diagnóstico e dois exames de DNA comprovaram que o corpo era de Juan.

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