Polícia prende pedófilo no Rio e descreve como ele agia para atrair a vítima

Homem de 65 anos é suspeito de estuprar menina de nove anos, amiga de sua filha. Ele atraía a garota oferecendo sorvete, doces, dinheiro e idas a parques

iG Rio de Janeiro |

Policiais civis da DCAV (Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima) prenderam na tarde desta quarta-feira (25), em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, um homem de 65 anos suspeito de estuprar uma menina de nove anos de idade.De acordo com as investigações, a vítima era amiga da filha do suspeito, além de sua vizinha.

O pedófilo atraía a garota para brincar com a sua filha. Oferecia sorvetes, doces, dava dinheiro e ainda a levava para parques, shopping e pagava Coca-Cola durante os passeios. Toda vez que a menina ia na sua casa, o suspeito pedia para a filha ir comprar algo para ficar sozinho com a vítima e praticar os atos sexuais forçados contra a criança, proferindo ameaças de morte logo após os atos, caso ela falasse algo para sua mãe.

Segundo a polícia, a vítima decidiu revelar o que acontecia para sua prima, que percebeu brusca mudança de comportamento. A prima, então, contou o ocorrido à sua tia que, tão logo tomou conhecimento do fato, procurou a DCAV.

Policiais da especializada procuraram o pedófilo por cerca de um ano, pois logo após o ocorrido tornar-se público ele fugiu, sendo inclusive demitido de seu trabalho, em uma auto-escola. Com buscas junto ao setor de inteligência da DCAV verificou-se que se constava um novo endereço do suspeito, em Nova Iguaçu, local onde foi preso.

O suspeito já havia respondido pelo crime de atentado violento ao pudor no ano de 2003. Neste ano, com o mesmo modo de agir, utilizando-se de sua filha, atraindo duas amiguinhas dela, de sete anos de idade, e as violou sexualmente, fato ocorrido no bairro Riachuelo, na zona norte da capital.

O delegado Marcello Braga Maia, em sua conclusão no inquérito policial, fez um comentário em relação ao pedófilo.

"O suspeito despejou toda sua sujidade moral e pervertida numa criança para se satisfazer sexualmente, praticando verdadeiras atrocidades, gerando na vítima medo, traumas, pensamentos e temores, cujas conseqüências em sua alma nunca saberemos informar, mencionando que somente conseguia dormir após rezar para papai do céu.", concluiu

O delegado faz um alerta aos responsáveis: "O pedófilo premedita, investiga rotinas e problemas familiares, busca ficar a par dos desejos e das frustrações da vítima, bem como se aproveita de oportunidades para seduzi-la. Por isso, os responsáveis devem estar sempre próximos e atentos aos discursos, queixas, anseios e comportamentos das crianças e adolescentes." E, conclui: "Quando a vítima passa a fazer parte do convívio, além de seduzi-la oferecendo doces, passeios, presentes, dinheiro e afeto, também a ameaça ao final, o que culmina na configuração do que se convencionou chamar de "muro do silêncio", mantendo a vítima quieta por mais tempo. Comuns são as ameaças do tipo: "Se você contar, eu mato você e sua mãe; vou deixar de gostar de você; nossa família vai ficar mal vista", etc.", analisou.

    Leia tudo sobre: pedofilia

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG