Promotoria denuncia 16 por resgate de traficante em delegacia no Rio

Traficante DG, que está entre os denunciados, foi resgatado no último dia 3 da delegacia do Engenho Novo. Dois advogados são acusados de participar da ação. Dois dos denunciados já estão mortos

iG Rio de Janeiro | - Atualizada às

O Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro denunciou na última quarta-feira (11) 16 homens pelo resgate do traficante Diogo de Souza Feitoza, o DG, ocorrido no último dia 3, na delegacia do Engenho Novo (25ª DP), na zona norte da capital. DG está entre os denunciados.

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Um dos líderes do tráfico na favela do Mandela, em Manguinhos, na zona norte, DG havia sido preso no mesmo dia por posse ilegal de explosivo, receptação e participação em falsificação de documentos públicos, e resgatado no mesmo dia. Também foi requerida a prisão preventiva dos denunciados.

Além de Diogo, foram denunciados por quadrilha e por promoverem fuga de preso a mão armada e mediante arrombamento do cadeado da cela Marcelo Fernando Pinheiro Veiga, o Marcelo Piloto, Davi Moraes de Sá, o Davi Paraíba, Wallace Carlos da Conceição, o Churrasquinho, Eber do Nascimento Cândido, o Ebinho, Luiz Augusto Roque de Melo Filho, o Leno, Clayton Bernardino dos Santos, o 2B o Babão, Fábio Correa Leitão, o FB do Pontilhão, Ilan Nogueira Sales, o Capoeira, Alan Mendonça da Silva, o Lourinho, Luiz Antônio Andrade, o Toinho, Carlos Gomes de Carvalho Júnior, o Juninho do Vasco, Luan de Souza Feitoza, o Big Big, e Leonardo Santos de Sousa, o Léo do Mandela, além dos advogados Marcos Ferreira de Mello e Laerte Gomes de Carvalho, ambos já presos.

Destes, FB do Pontilhão e 2B  foram mortos em confrontos com policiais civis anteontem. O Ministério Público informou ao iG que só irá excluí-los da denúncia após ser comunicado oficialmente das mortes.

Como foi a ação

De acordo com a denúncia, subscrita pelos promotores de Justiça Eduardo Rodrigues Campos e Renata Vianna Soares Magnus, os criminosos chegaram em três carros e duas motocicletas e bloquearam o tráfego na rua General Belford.

Em seguida, dez homens invadiram a delegacia e, mediante grave ameaça de morte e com emprego de armas de fogo, renderam os policiais civis e se dirigiram diretamente ao local onde DG estava preso. Com um alicate, romperam o cadeado da cela e o libertaram, entregando-lhe um fuzil, antes fugirem.

O texto da denúncia narra que o grupo criminoso se dividiu de forma estratégica. Alguns integrantes permaneceram do lado de fora da delegacia, e um deles ficou no atendimento, vigiando, enquanto um grupo fortemente armado ingressou no interior da unidade, se dirigindo à cela. Alguns dos que permaneceram na rua dirigiram-se a um bar próximo à delegacia, portando fuzis e submetralhadoras. Dois policiais civis que estavam no bar perceberam a ação dos criminosos e reagiram. Houve intensa troca de tiros, mas ninguém ficou ferido.

“A ação delituosa que alcançou o resgate do preso somente foi possível porque contou com auxílio dos denunciados Marcos Ferreira de Mello e Laerte Gomes de Carvalho, que, sob o pretexto de exercerem o ofício de advogados, compareceram previamente àquela Delegacia de Polícia, onde se entrevistaram com o preso e colheram todas as informações sobre o local exato em que se encontrava acautelado, a quantidade de policiais que estavam na Delegacia, além do armamento que portavam”, narra trecho da denúncia.

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