Filho da atriz Cissa Guimarães morreu atropelado no dia 20 de julho de 2010. Ex-policiais são suspeitos de cobrar e receber propina para não apreender veículo que atropelou Mascarenhas

Foto de Rafael Mascarenhas no camarim de Cissa Guimarães
George Magaraia
Foto de Rafael Mascarenhas no camarim de Cissa Guimarães

Está marcado para começar às 13h desta quinta-feira (12), na Auditoria Militar do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o julgamento dos ex-dois policiais militares suspeitos de receber propina para liberar o carro que atropelou e matou o músico Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães. O fato ocorreu no dia 20 de julho de 2010, no túnel Acústico, na Gávea, na zona sul da capital fluminense.

Os dois ex-PMs suspeitos,  o terceiro sargento Marcelo José Leal Martins e o cabo Marcelo de Souza Bigon, que eram lotados no batalhão do Leblon (23º BPM), chegaram a ficar presos mas estão em liberdade. Ambos foram expulsos da corporação.

Relembre o caso

Rafael Mascarenhas andava de skate no túnel Acústico, que estava interditado para carros, quando foi atropelado. Ele chegou a ser levado ao Hospital Municipal Miguel Couto, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Uma testemunha disse à polícia que dois carros trafegavam em alta velocidade pelo túnel antes do acidente.

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Em depoimento, o atropelador Rafael Bussamra disse que não sabia da interdição no tráfego na hora do acidente.

A perícia feita pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), da Polícia Civil, no carro de Bussamra apontou que o automóvel estava a uma velocidade de aproximadamente 100 km/h quando atropelou o filho de Cissa Guimarães. De acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio (CET-Rio), a velocidade máxima permitida no Túnel Acústico é de 70 km/h.

O pai de Rafael Bussamra, Roberto Bussamra, disse em depoimento, que pagou R$ 1 mil para os PMs, que teriam pedido inicialmente R$10 mil, para que os militares não apreendessem o veículo. do filho.

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