Raptora tinha promessa de receber R$500 mil do seu pai adotivo se conseguisse ter um filho. Polícia investiga também se suspeitos atuariam em quadrilha especializada em raptos de crianças para posterior venda

A assessoria da Polícia Civil informou que o sequestro do bebê em Saquarema , na Região dos Lagos, teria sido motivado por uma herança de R$ 500 mil. O casal acusado de ser mandante do sequestro de Gustavo, de apenas 6 dias, disse em depoimento que ganharia o dinheiro como um adiantamento da herança prometido pelo pai adotivo da raptora, Jéssica Paulino Marinho, caso conseguisse ter um filho.

Pais reencontram o bebê sequestrado em Saquarema, no Rio
Agência O Globo
Pais reencontram o bebê sequestrado em Saquarema, no Rio

Ela e o marido, Altair Ferreira dos Santos, foram presos após uma denúncia anônima neste domingo e negam o crime de sequestro . Eles afirmaram, em depoimento, que um amigo disse que iria dar uma criança para eles, sem receber dinheiro por isso.  

Ainda segundo a assessoria, a jovem chegou a engravidar, mas perdeu a criança aos três meses de gestação. Como não queria perder a herança, tentou aplicar o golpe no seu pai adotivo, um fazendeiro.

Outra linha de investigação da polícia é de que os sequestradores poderiam pertencer a uma quadrilha especializada no rapto de crianças para posterior venda. Altair é suspeito de tentar raptar uma outra criança no município em junho.

Sequestrado dos braços da mãe

A criança foi levada dos braços da mãe na casa da família no distrito de Bacaxá, na sexta-feira (6) por três homens armados. A polícia acredita que eles teriam fingido raptar o bebê como forma de vingança pelo não pagamento de uma dívida, para despistar os investigadores. 

Isso porque, quando o bebê foi raptado, os homens afirmaram que estavam procurando por um homem chamado Marcelo que deveria uma quantia para eles. Como não o encontraram, levaram o bebê recém-nascido, 

Raptor é funcionário do presidente do TJ

O marido de Jéssica, Altair dos Santos,  é assessor parlamentar no gabinete do presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), Paulo Melo, que enviou uma nota afirmando que irá exonerá-lo.

Em nota, o parlamentar afirma que "está extremamente decepcionado com o ato que considera insano, covarde e brutal". 

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