Fila de 500 metros para exposição na Rio+20

Famílias e, especialmente, estudantes se aglomeraram no aguardo para ver a mostra Humanidade 2012

Priscila Bessa iG Rio de Janeiro | - Atualizada às

Pablo Jacob/Agência O Globo
Fila grande para assistir a exposição "Humanidade 2012" no forte de Copacabana

Nesta terça-feira (19), o público que quis conferir a exposição “Humanidade 2012”, concebida pela cenógrafa e diretora Bia Lessa, no Forte de Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro, precisou de paciência. A fila para chegar até a mostra ultrapassou o Forte em 500 metros ao longo da Rua Francisco Otaviano. Mesmo com a espera evidente, os visitantes não desanimaram e ônibus lotados de estudantes não paravam de chegar.

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A exposição se trata de uma iniciativa da Fiesp e da Firjan. “O ‘Humanidade 2012’ é um espaço concebido para permitir a participação da sociedade civil na Rio+20. É também um lugar onde as pessoas poderão conhecer o protagonismo do Brasil e suas ações práticas de desenvolvimento sustentável”, diz Paulo Skaf, presidente da Fiesp.

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A exposição é gratuita e se estende por nove salas de exibição além de um terraço com vista para Copacabana, Ipanema e Leblon. Nos espaços da mostra, os visitantes encontram cenários inusitados e provocadores.

Na sala 2, “Mundo dividido”, quadros com fotos de miséria explícita antecedem um espaço repleto de dados atualizados em tempo real como o número de dias até acabar o petróleo, o número de nascimentos naquele dia específico, número de mortes, desertificação neste ano em hectares, dinheiro gasto em videogames no dia e até o dinheiro empregado na educação pública naquela data.

Este último item é o que provoca maior reação por parte dos visitantes, público formado majoritariamente por alunos da rede pública. “Professora, isso aí está errado, né?”, questionou Irlan Henriques, de 17 anos. “Fotografa e coloca no Facebook! Tem que colocar um sinal de negativo ao lado", comentou Dayane de Souza, de 15. A mostra permanece no local até sexta-feira (22).

Pablo Jacob/Agência O Globo
A fila para chegar até a mostra ultrapassou o Forte em 500 metros

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