Contratempos marcam primeiro dia da Rio+20 no Parque dos Atletas

No pavilhão do Brasil, inaugurado pela presidenta Dilma, a letra B caiu e ficou somente a palavra Rasil. Leia e comente

Anderson Dezan, iG Rio de Janeiro

Anderson Dezan
Entrada para o pavilhão do Brasil no Parque dos Atletas. Ao fundo, o "B" da palavra Brasil não aparece
Stands sendo arrumados às pressas, alguns espaços totalmente vazios, falta de energia em algumas lanchonetes e internet sem fio fora do ar. Assim estava o Parque dos Atletas, localizado na Barra da Tijuca, zona oeste da capital fluminense, ao receber na manhã desta quarta-feira (13) a presidenta Dilma Rousseff . O local integra o mapa de endereços da Rio+20 , reunindo stands dos países participantes da conferência da ONU com exposições sobre as políticas ambientais de cada nação.

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A presidenta Dilma foi ao parque para inaugurar o espaço destinado ao Brasil. Sua visita, no entanto, acabou gerando transtornos extras no local. As bebidas em uma lanchonete de fast-food estavam quentes por volta das 12h30. “Não tem um refrigerante gelado, moço?”, perguntava uma visitante ao atendente. “Nada. Não conseguimos colocar para gelar. Como a Dilma veio, barraram a entrada da entrega do gelo”, explicou o funcionário.

Anderson Dezan
Stand da Indonésia no Parque dos Atletas durante a Rio+20: pronto, mas vazio
Também estava difícil encontrar comida no local. Uma lanchonete de hambúrgueres e outra de pizzas estavam sem luz. Sem eletricidade, os estabelecimentos não tinham como ligar os equipamentos necessários para preparar os lanches. Um gaiato ao ouvir a justificativa sugeriu que fosse utilizada energia solar, aproveitando o conceito ecológico do evento.

Na área de aproximadamente 125 mil metros quadrados, que recebeu no ano passado o festival Rock in Rio , também era raro encontrar stands funcionando. No do Brasil, mal a presidenta Dilma saiu, ocorreu um problema: a letra "B" que inicia o nome do país descolou, restando apenas Rasil.

Próximo dali, barracas semelhantes as de uma feira livre mostravam a imensa variedade de frutas produzidas no Brasil. Melancia, morango, caju, caqui, carambola. Essas eram algumas das frutas expostas. Experimentar alguma, entretanto, era proibido. “A prova foi suspensa”, dizia um atendente. “Agora só pode olhar e imaginar o sabor”, completou, deixando algumas pessoas desapontadas.

Enquanto isso, alguns stands corriam contra o tempo no Parque dos Atletas. Não era difícil encontrar alguém colando um cartaz ou serrando algo às pressas, como no da Turquia, por exemplo. Outros, como o da Indonésia ou de Chade, estavam prontos, mas vazios. Já o espaço do Gabão não tinha nada, exceto algumas cadeiras metálicas.

Mas nem tudo estava fora do lugar. O pavilhão dos Emirados Árabes Unidos, da Alemanha e da Suécia eram alguns dos poucos prontos e em funcionamento. No espaço destinado à Suécia, uma atendente recebia os visitantes com explicações e folhetos sobre as políticas ambientais do país e ainda oferecia guloseimas e sucos (gelados).

Anderson Dezan
Letra B da palavra Brasil caída foi um dos problemas verificados no local

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