O mecânico Jackson Lessa dos Santos, de 20 anos, foi morto no Morro do Fogueteiro, nessa sexta (8)

Familiares do mecânico Jackson Lessa dos Santos, de 20 anos, acusam policiais militares de terem executado o rapaz na frente de moradores do Morro do Fogueteiro, no Catumbi, zona norte do Rio de Janeiro, na tarde desta sexta-feira. A favela tem uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Já a Polícia Militar afirma que o rapaz tinha envolvimento com o tráfico e foi baleado durante um suposto confronto com os PMs. Ainda segundo a polícia, com ele teriam sido apreendidos uma pistola 9 milímetros, além de maconha, crack e haxixe.

Parentes do mecânico estiveram na manhã desta sexta-feira no Instituto Médico Legal (IML), no centro do Rio, para liberar o corpo do rapaz. O laudo do IML vai apontar se o tiro que atingiu Jackson foi dado a longa ou a curta distância, o que indicaria uma provável execução.

O Comando de Polícia Pacificadora (CPP) informou que os quatro PMs envolvidos na ocorrência foram afastados das ruas e realizarão trabalho administrativo até o término do procedimento investigatório. As armas dos policiais foram apreendidas e encaminhadas para exame de balística no Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE), que pode determinar se o tiro que matou Jackson partiu ou não da polícia.

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